Castelo Branco

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“São coelhos gigantes, não são coelhos normais” – Sebastião Matias, criador de coelhos

O coelho da raça Borboleta Francês mede entre setenta a oitenta centímetros.
As orelhas podem chegar aos vinte e cinco centímetros.
Devem o nome ao facto do seu focinho possuir uma mancha muito semelhante a uma borboleta de asas abertas.

“São coelhos gigantes, não são coelhos normais”, começa por dizer Sebastião Matias, a propósito da raça de coelhos que cria, por hobby, Gigante Borboleta Francês.

“É uma raça muito dócil, não tem nada a ver com os coelhos comuns, podem também ser adotados para ter em casa, como animais de estimação, porque é um animal muito dócil”, explica.

Sebastião tem cerca de dez destes coelhos reprodutores na sua criação, animais que têm entre sete a oito quilos de peso. Crias, tem cerca de trinta e outras, prestes a parir, um dos aspetos que mais prazer dá a este criador, que ainda guarda na memória, o primeiro parto.

“Estávamos nervosos, muito ansiosos que chegasse aquele momento, porque é uma raça que não é tão fácil de reproduzir como as outras e estávamos muito ansiosos por ser a primeira vez. Ficámos lá uma tarde e quase uma noite a assistir, a ver se tudo corria bem, se a coelha rejeitava os filhos, se os limpava, foi todo um processo”, relembra.

Alguns dos seus coelhos mais antigos, já são tratados pelo nome, como é o caso da Isabel, a fêmea mais velha, que tem cerca de ano e meio.

Sebastião ainda fez criação de coelhos normais mas conta que, “na busca de novos exemplares, calhou irmos a uma criação de um senhor a quem íamos comprar, e vimos lá um Borboleta e ficámos apaixonados por aquela raça, era um coelho diferenciado, que nunca tínhamos visto e disse: é isto aqui que eu quero”.

Faz criação de coelhos, por hobby, “para tentar selecionar animais melhores”, para venda e para oferecer a amigos. “Gostamos de os cá ter e de os estrear”.

Sobre a procura por estes animais, explica que: “normalmente, as pessoas que vêm à procura, eles também querem por hobby, porque foi o que nos fascinou a nós, o gigantismo desta raça, são coelhos que são bonitos e as pessoas também querem levar aquela genética para casa deles, para a criação deles”.

São vários os pedidos de visita à quinta que recebe, porque era uma raça que não se via muito em Portugal: “agora já vai havendo, as pessoas vêm, gostam e também há outros criadores da raça que querem adquirir, como nós ficámos fascinados pelo tamanho, eles também ficam, qualquer pessoa fica, qualquer pessoa que goste de coelhos e veja um coelho daquele tamanho, quer ter”.

Sobre o trabalho envolvido na criação destes animais, Sebastião afirma que: “dá algum trabalho, porque isto não é só dar de comer, a água, a limpeza, a higienização, também há o plano de vacinação, tratar algumas doenças que possam aparecer, é muito a observação destes detalhes, tem de estar tudo em dia”.

Os planos futuros passam por “desenvolver animais melhores, com padrão excelente da raça, porque, para sair um coelho com um padrão exemplar, em dez, nasce um, dois. O nosso objetivo é aprimorar a genética que cá temos, depois, mais para a frente, logo se vê, e fazer com que mais pessoas se interessem pela raça”.





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