O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) pronunciou, esta quarta-feira, o ex-primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva por três crimes de branqueamento de capitais, no âmbito do processo secundário derivado da Operação Marquês.
Estes casos serão agora julgados, juntamente com o processo principal, marcado para 3 de julho.
Na decisão instrutória, a juíza Sofia Marinho Pires concluiu que existem “indícios consistentes” de que Sócrates era o beneficiário final de movimentações bancárias através de sociedades intermediárias geridas por Santos Silva, familiares e motoristas, ocorridas entre 2011 e 2014.
Em contrapartida, os três crimes de falsificação de documentos, imputados a ambos os arguidos com referencia a contratos de arrendamento em Paris e serviços fictícios, foram considerados prescritos pelo Ministério Público e pelo tribunal.
Este processo separado envolverá a análise das alegadas práticas de branqueamento, enquanto o julgamento principal da Operação Marquês seguirá com acusações mais abrangentes, entre as quais corrupção, branqueamento e fraude tributária
A defesa de José Sócrates já anunciou que irá recorrer da pronúncia, alegando irregularidades e contestando a validade dos indícios apresentados.
Foto: Mário Vasa/Arquivo JN
