O incêndio que lavra desde segunda-feira no concelho de Penamacor, distrito de Castelo Branco, e que já se alastrou a Idanha-a-Nova, continua ativo e com três frentes, numa altura em que o vento se intensifica e dificulta o combate às chamas.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, António Luís Beites, duas das frentes estão junto à aldeia de Bemposta e uma terceira, “fortíssima”, dirige-se para Proença-a-Velha, no concelho vizinho de Idanha-a-Nova, atravessando uma zona de mata e eucaliptal com elevada carga combustível.
“Neste momento, o incêndio está longe de estar controlado”, afirmou o autarca à agência Lusa, sublinhando que os ventos fortes têm provocado vários reacendimentos.
A Proteção Civil indicou, pelas 12h00, que o fogo estava em fase de rescaldo e vigilância, mas os ventos previstos para a tarde acabaram por se confirmar e reacenderam as chamas, levando a uma nova escalada da situação.
“Complicou-se bastante. Diria que há pelo menos três frentes ativas, sendo que duas delas são ainda bastante agressivas”, descreveu o presidente da câmara.
Segundo o autarca, o fogo chegou a entrar na aldeia de Bemposta, mas acredita que “o pior já passou” naquela localidade. Ainda assim, alertou que o vento continua a soprar com intensidade em direção a Idanha-a-Nova.
Os prejuízos são “incalculáveis”, com centenas de hectares ardidos, incluindo zonas de floresta, olival, azinheiras, sobreiros e eucaliptos. Também palheiros, estruturas de apoio à agricultura e bens alimentares foram consumidos pelas chamas.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 20h58 estavam mobilizados para a ocorrência 386 operacionais, apoiados por 130 viaturas e cinco meios aéreos.
O incêndio teve início às 16h36 de segunda-feira na freguesia de Aranhas e propagou-se rapidamente pelas localidades de Aldeia do Bispo e Aldeia de João Pires, chegando ao final do dia a Medelim, já no concelho de Idanha-a-Nova.
A GNR anunciou o corte da Estrada Nacional (EN) 233, entre Pedrógão de São Pedro e Águas, em ambos os sentidos.
Fonte/fotos: Lusa




