Um grupo de 38 migrantes, presumivelmente todos de nacionalidade marroquina, desembarcou, esta sexta-feira, 8 de agosto, na praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo. O grupo inclui 25 homens, seis mulheres e sete menores, entre os quais um bebé de 12 meses.
Após vários dias expostos a condições adversas, 11 migrantes foram hospitalizados em Faro com sinais de hipotermia e desidratação, enquanto os restantes passaram a noite no posto da GNR local.
A Câmara Municipal de Vila do Bispo disponibilizou um pavilhão desportivo em Sagres para acolher os migrantes durante o processo judicial, que pode incluir diferentes medidas legais, especialmente para famílias com menores, conforme explicou o major Ilídio Barreiros, da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras da GNR.
A embarcação artesanal usada na travessia está a ser inspecionada pela polícia, e o Tribunal de Silves decidirá sobre a permanência dos migrantes em Portugal ou a sua extradição. O enquadramento legal prevê soluções diversas: notificação de abandono voluntário, afastamento coercivo ou condução imediata à fronteira. No entanto, vai ser feita uma avaliação de cada caso e, para famílias com menores, por exemplo, o processo será distinto, já que a lei prevê tratamento especial.
A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa anunciaram este sábado o reforço da vigilância e do controlo dos espaços marítimos, com ações de patrulhamento no mar e em terra junto à orla costeira do Algarve, no sentido de detetar e intercetar embarcações suspeitas.
As autoridades pedem a colaboração da população na sinalização de movimentos invulgares junto à costa.
Fotos: GNR e Proteção Civil




