“𝗔𝗽𝗲𝘀𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗿𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗲 𝗱𝗮 𝗹𝘂𝘁𝗮 𝗶𝗻𝗰𝗮𝗻𝘀𝗮́𝘃𝗲𝗹, 𝗼 𝗰𝗮𝗻𝗰𝗿𝗼 𝗹𝗲𝘃𝗼𝘂-𝗼 𝗱𝗲𝗺𝗮𝘀𝗶𝗮𝗱𝗼 𝗰𝗲𝗱𝗼” – 𝗙𝗹𝗮́𝘃𝗶𝗼 𝗣𝗶𝘀𝘀𝗮𝗿𝗿𝗮
“Sinto mais saudades da sua presença, do sorriso, das conversas, da maneira como conseguia dar força mesmo nos momentos difíceis, dos pequenos gestos do dia-a-dia, dos seus conselhos. Sinto falta do amor do meu irmão”.
É desta forma que Flávio conta à Beira Baixa TV do que sente mais saudades em relação ao irmão, Alexandre, que o cancro “levou” em Janeiro deste ano, depois de uma luta de cerca de sete anos.
Uma ausência que nunca vai deixar de ser sentida pela família: “com o tempo, fomos aprendendo a lidar melhor com a dor, apoiando-nos uns aos outros e guardando as boas memórias que ele nos deixou”.
Como Cristina, a mãe, escreve sempre nas memórias que recorda com o filho: “sempre juntos os quatro”.
Os dias mais difíceis alternam com os momentos de gratidão, “por tudo o que o meu irmão representou para todos nós”.
E, porque o tudo foi muito, Flávio Pissarra decidiu homenagear o irmão, na página que Alexandre criou: “Hodgkinemportugues”, porque: “quis eternizar em palavras o que ele significou na minha vida”.
Para Flávio, foi uma forma de lhe mostrar, a ele, e às pessoas que o acompanhavam, “o amor, a admiração e orgulho” que sempre teve no irmão, acrescentando que: “foi também um gesto de partilha, para que todos pudessem sentir um pouco da força e da luz que ele transmitia”.
Aqui, com a devida autorização, partilhamos a homenagem, de irmão para irmão.
“Há seis anos nasceu esta página, no dia mundial do Linfoma, Hodgkinemportugues, com o objetivo de partilhar informação, esperança e força sobre o Linfoma de Hodgkin, doença contra a qual o meu irmão lutava.
Infelizmente, em Janeiro, o meu irmão partiu. Fez transplante de medula óssea em Outubro de 2024, e acabou por ter uma complicação muito grave, na qual, nenhum tratamento foi eficaz.
Apesar de toda a sua coragem e da luta incansável, o cancro levou-o demasiado cedo.
Mas a sua história, o seu sorriso e a sua determinação continuam vivos. Esta página vai continuar a existir como forma de homenagem, de consciência e de apoio a todas as famílias que passam pelo mesmo caminho.
Que a memória dele inspire outros a nunca desistirem da esperança, e que juntos possamos continuar a falar sobre esta doença, porque informar também é salvar vidas.
Obrigado a todos que nos acompanharam nesta caminhada e que continuam a enviar palavras de apoio e carinho.
Para sempre na nossa memória e no nosso coração.
Amo-te mano,
Flávio”
