Amândio Nunes excluído das eleições autárquicas por decisão do Tribunal Constitucional
Coordenador Municipal de Proteção Civil de Castelo Branco justifica opção com “compromisso com a vida e a segurança” em plena crise de incêndios
Amândio Nunes, até agora candidato às eleições autárquicas pelo Partido Socialista em Castelo Branco, viu a sua candidatura ser considerada inelegível pelo Tribunal Constitucional. Em causa está o facto de não ter formalizado atempadamente a suspensão das suas funções como Coordenador Municipal de Proteção Civil.
Num comunicado dirigido aos albicastrenses, Amândio Nunes lamenta a decisão, mas afirma ter agido de consciência tranquila. No dia 18 de agosto, data em que deveria ter formalizado a suspensão, o concelho enfrentava uma grave emergência: um incêndio de grandes proporções ameaçava vidas humanas, bens e vastas áreas do território.
“A minha consciência ditou-me que, perante o risco real para os albicastrenses, não podia abandonar o teatro de operações”, escreve o ex-candidato.
“A Proteção Civil é, por definição, um compromisso com a vida e a segurança de todos, e foi esse compromisso que falou mais alto.”
Apesar de afastado da corrida eleitoral, Amândio Nunes deixou palavras de incentivo à restante candidatura socialista, agora liderada por Leopoldo Rodrigues, manifestando total confiança na equipa e na possibilidade de vitória nas próximas eleições.
“Façam uma grande campanha, com o espírito de serviço público e com a determinação que sempre nos uniu”, apelou.
A decisão do Tribunal Constitucional representa um revés inesperado para a candidatura do PS em Castelo Branco, mas, segundo palavras de Nunes, a prioridade, naquele momento crítico, foi sempre a proteção da população.
