Pedro Aquino, de 32 anos, transformou a dor da perda da mãe, vítima de cancro da mama, numa causa solidária. “Sempre tive a ideia de fazer uma coisa para a minha mãe. Foi uma perda muito grande e eu sempre pensei ‘daqui a uns anos faço uma cena maluca’ para tentar angariar dinheiro”, revelou ao Expresso.
Começou a correr há cerca de seis anos, quando se mudou para Londres, mas só em 2022 completou a primeira maratona, em Nova Iorque. Foi também em 2022 que, ao descobrir que nenhum português tinha completado as seis principais maratonas mundiais num único ano civil, decidiu que esse seria o seu novo objetivo. Ao mesmo tempo, planeou angariar fundos para a investigação do cancro da mama, em benefício da Breast Cancer Now, uma das maiores instituições de caridade da Europa focada nesta causa.
O objetivo era concluir o desafio no décimo aniversário do falecimento da mãe. Contudo, uma lesão obrigou-o a adiar por um ano. “Logo na primeira maratona estraguei o joelho, já tinha tudo planeado e começado a receber doações”, recorda. Durante a recuperação, Pedro usou vídeos humorísticos para atrair mais apoio para a sua página de Instagram e para a causa. Quando chegou 2025, já com fundos angariados, estava pronto para recomeçar.
Em apenas um ano, completou as seis principais maratonas mundiais — Tóquio, Londres, Sydney, Berlim, Chicago e Nova Iorque. A última corrida, decorre hoje, 2 de novembro, em Nova Iorque, no 11.º aniversário da morte da mãe, simboliza um esforço final de grande significado pessoal e a consagração de dois anos de dedicação.
Até agora, conseguiu cerca de 19.500 euros. Apesar de ainda não ter atingido a meta de 25 mil euros, Pedro considera o resultado uma vitória. Após este intenso período, promete uma pausa — mas não descarta novos desafios: “Talvez um Iron Man”, diz, sorrindo.
Fonte: Expresso
Foto: Jornal de Leiria
