𝗢 𝘂́𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗰𝗮𝗹𝗱𝗲𝗶𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗼 𝗮𝗹𝗯𝗶𝗰𝗮𝘀𝘁𝗿𝗲𝗻𝘀𝗲 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗿𝗶𝘁𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲
Aos 76 anos, Carlos Rosa Pereira Antunes, ainda continua a lutar para que a arte de caldeireiro não se extinga.
Na sua velha oficina com mais de um século, localizada na Rua de São Tiago em Castelo Branco, continua a demonstrar os dotes na arte de trabalhar o cobre.
“Esta Terra, Esta Gente” foi ao encontro do artista que nasceu em Castelo Branco.
Beira Baixa TV – Como nasceu esta sua intuição para caldeireiro?
– Herdei do meu pai, esta profissão. Com apenas 10 anos, comecei a trabalhar no cobre. Confesso que não era a atividade que pretendia, mas o meu progenitor insistiu comigo, e aceitei.
Beira Baixa TV – E ainda bem que aceitou, para que esta arte nunca desaparecesse.
– Sabe, para se ser caldeireiro é preciso tem um “dom”, ou seja aquela imaginação para que, cada peça seja uma obra de arte, e foi nesse sentido, que ao longo de décadas sempre procurei e lutei até hoje.
Beira Baixa TV – Quais as peças mais procuradas?
– Por exemplo, nesta época natalícia, as caldeiras para fazer as filhós eram as peças mais preferidas pelos clientes. No entanto, os tempos são outros, e atualmente, os cliente optam por outras soluções.
Beira Baixa TV – Como em tudo na vida, existe um ciclo, e um dia, certamente deixará de exercer a atividade.
– Exatamente. Eu com esta idade, praticamente só faço alguma peça quando alguém me solicita, porque também chegou à altura de descansar mais um pouco, embora a paixão que sinto por este trabalho, continue no meu coração. E esta oficina secular, é sem dúvida o meu tesouro.
