“Temos condições para que haja um acordo.
O Governo está a apostar nisso, aliás, o governo optou por um anteprojeto e não por uma proposta de lei para, justamente, permitir que as soluções fossem construídas”.
Foi desta forma que Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Segurança e Solidariedade Social, respondeu à Beira Baixa TV, quando questionada sobre a possibilidade de acordo acerca das alterações à lei laboral, acrescentando que: “o governo está a trabalhar com todos os parceiros sociais, neste momento, apenas, em reuniões bilaterais, porque estamos em contexto de pré-greve geral, mas depois, voltará a sentar-se à mesa com todos os parceiros sociais, do lado patronal, mas também com a UGT. Esperamos ainda, ter um acordo”.
A ministra visita duas empresas de outsourcing no Fundão, tema que considera estar a ser “diabolizado”: “Está a ser um pouco diabolizada… nós não teríamos grandes desenvolvimentos nesta região onde nos encontramos, se não tivéssemos outsourcing, porque algumas das empresas de ponta aqui, são outsourcers de outras empresas”.
Sobre este tema, que tem sido um dos pontos mais críticos, a ministra deu o exemplo da Península de Setúbal: “não teríamos o desenvolvimento da Península de Setúbal se a Auto Europa não tivesse feito outsourcing”.
“Não devemos diabolizar certas práticas, devemos ir ao terreno e verificar se elas são úteis ou não”, afirmou e deu o caso do Fundão como: “um bom exemplo de que podem ser e que não significam diminuição de garantias para os trabalhadores”.




