No arranque do debate quinzenal, o primeiro do ano, Luís Montenegro aproveitou o momento para enviar as condolências às familias das três pessoas aue perderam a vida nos últimos dias, enquanto esperavam por uma ambulância do INEM – uma na Quinta do Conde, outra no Seixal e outra em Tavira.
Pela mesma ocasião, o primeiro-ministro anunciou 275 novas viaturas para o INEM e mais camas para os hospitais.
O investimento no valor de 16,8 milhões de euros contempla a aquisição de 63 ambulâncias, 34 VMER e 78 outros veículos.
Segundo o executivo, nos últimos dez anos foram adquiridos apenas 100 veículos, num investimento total de 4,8 milhões de euros.
O primeiro deputado a confrontar o Governo foi Pedro Pinto, do Chega, que atacou o Executivo e a ministra da Saúde. “Estas mortes significam que o estado sociam falhou e que estamos perante o colapso total do SNS em Portugal.”
O deputado questiou Montenegro sobre o timing do anúncio: “Foi preciso morrerem três pessoas para arranjar mais camas? Foi preciso isto?” O deputado recordou ainda as declarações da ministra que avisou que este seria um inverno duro. “Sabiam que isto ia acontecer. Então isto só tem um nome, é incompetência da sua ministra e do seu governo.”
Em resposta, Luís Montenegro garantiu que a ministra Ana Paula Martins continuará no governo, apesar de admitir que as três pessoas que morreram à espera de uma ambulância “não tiveram o atendimento desejável, em termos de rapidez”.
Imagem ilustrativa: Lusa
