Fazenda quer médicos

Fazenda quer médicos

Nuno Fazenda, deputado do PS eleito pelo círculo eleitoral de Castelo Branco questionou o Governo sobre a ausência de vagas de Medicina Geral e Familiar atribuídas à Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, considerando a decisão “incompreensível e profundamente preocupante, tendo em conta as necessidades reais da população da região”.

Numa nota enviada à comunicação social, o Partido Socialista dá conta de que o deputado questionou a Ministra da Saúde sobre “os critérios concretos que estiveram na base da decisão de não atribuir qualquer vaga à ULS de Castelo Branco, no âmbito do Despacho n.º 14920-B/2025, que define os postos de trabalho a preencher nas áreas da medicina geral e familiar, saúde pública e hospitalar”.

Entre as questões colocadas, Nuno Fazenda questiona se o Ministério da Saúde teve em conta o elevado número de utentes sem médico de família.

“É incompreensível que uma ULS do Interior, com mais de 20 mil utentes sem médico de família e com várias aposentações iminentes, não tenha visto ser-lhe atribuída uma única vaga. Esta decisão ignora a realidade no terreno e penaliza gravemente a população”, afirma Nuno Fazenda.

Na mesma iniciativa parlamentar, o deputado socialista questiona ainda que medidas concretas pretende o Governo adotar, a curto e médio prazo, para assegurar a cobertura de médico de família aos cidadãos dos concelhos abrangidos pela ULS de Castelo Branco, e se existe abertura para corrigir a ausência de vagas, de modo a responder às necessidades identificadas.

Segundo o PS, a falta de novas vagas agrava um cenário já crítico, colocando em causa a continuidade e a qualidade dos cuidados de saúde. “Trata-se de uma decisão que contraria o princípio da equidade territorial e o direito constitucional à proteção da saúde, sobretudo numa região do Interior, onde as alternativas são escassas”, sublinha o deputado.

Na mesma nota, o Grupo Parlamentar do PS refere ainda a moção aprovada pela Assembleia Municipal de Castelo Branco, intitulada “Defesa e Valorização do Hospital Amato Lusitano – Unidade Local de Saúde de Castelo Branco”, que manifesta preocupações quanto à escassez de recursos humanos, em particular de médicos, e ao impacto direto no acesso da população aos cuidados de saúde.

A moção destaca fatores estruturais como o envelhecimento da população, a dispersão geográfica e as dificuldades de mobilidade, defendendo a necessidade de uma resposta de proximidade reforçada e devidamente dotada de meios humanos, tanto nos cuidados hospitalares como nos cuidados de saúde primários.

Para o PS, esta situação reforça a urgência de uma política de saúde que não discrimine os territórios do Interior e que assegure uma resposta justa e equilibrada às necessidades das populações. “Quem vive no Interior não pode ter menos direitos em saúde”, conclui Nuno Fazenda.

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