Empresa da Covilhã recicla roupa usada para produzir cobertores solidários

Empresa da Covilhã recicla roupa usada para produzir cobertores solidários

A empresa J. Gomes, sediada na Covilhã e que tem como atividade a transformação de desperdícios têxteis, está a dar uma nova vida à roupa usada, transformando-a em cobertores e mantas destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade social e a associações de apoio animal. A iniciativa já resultou na produção de mais de 330 cobertores e cerca de 40 pequenas mantas, que irão chegar a quem mais precisa.

O projeto, dinamizado pela empresária Catarina Gomes, começou numa escola do concelho e rapidamente ganhou dimensão com a adesão de outras duas entidades. Foram distribuídas caixas de recolha feitas a partir de paletes reutilizadas, permitindo recolher cerca de 300 quilos de roupa. “As caixas são feitas com paletes velhas e achámos pertinente envolver os colaboradores das empresas com quem já trabalhamos”, explica.

Na fábrica, a roupa passa por um processo rigoroso antes de ser reutilizada. “Temos pessoas que retiram fechos e outros acabamentos que podem provocar incêndios nas máquinas. Depois, somos nós internamente que tratamos de tudo. Desfibramos e voltamos a criar a fibra e o fio, e é assim que nasce o cobertor”, detalha Catarina Gomes.

Embora parte da produção fique na região da Covilhã e seja destinada a associações de apoio animal, a maioria das mantas segue para a capital. “Lisboa é o sítio onde há pessoas em situações mais vulneráveis ”, refere a responsável.

Mais do que uma ação solidária, a iniciativa pretende alertar para a importância da reutilização. “O que nós quisemos foi sensibilizar as pessoas para o facto de a roupa poder ter outra finalidade a não ser o aterro. É possível com um resíduo têxtil fazer um par de meias e conseguimos estender a reserva natural do planeta.”

Fonte: Sic Notícias
Foto: J. Gomes

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