Castelo Branco registou rajadas de 137 km/h durante tempestade Kristin

Castelo Branco registou rajadas de 137 km/h durante tempestade Kristin

Castelo Branco esteve entre os distritos mais afetados pela passagem da depressão Kristin, tendo sido registada uma rajada de vento de 137 quilómetros por hora, às 06:20 de quarta-feira, segundo dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No total, dez estações meteorológicas em Portugal continental registaram rajadas superiores a 120 km/h, num episódio marcado por vento extremamente forte e com impactos significativos em várias regiões do país.

A rajada mais intensa terá ocorrido em Degracias, no concelho de Soure, onde uma estação meteorológica da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra registou 208,8 km/h, às 05:40. No entanto, de acordo com o IPMA, estes valores ainda carecem de validação oficial, sublinhando que as condições de instalação e funcionamento das estações podem variar.

Até ao momento, a rajada mais forte validada pelo IPMA foi de 149 km/h no Cabo Carvoeiro, em Peniche, às 04:00. Ainda assim, a Base Aérea de Monte Real registou rajadas de 176 km/h por volta das 05:00 e de 178 km/h pouco depois.

Além de Castelo Branco, foram também registadas rajadas significativas em Ansião (146 km/h), Leiria/aeródromo (142 km/h), Fóia, na Serra de Monchique (135 km/h), Vale Donas, em Tomar (133 km/h), Cabo da Roca (131 km/h), Santa Cruz, em Torres Vedras (128,9 km/h), e Cavalos de Caldeirão, em Loulé (120,2 km/h).

Em comunicado, o IPMA explicou que a tempestade Kristin resultou de um processo de ciclogénese explosiva, associado a um núcleo depressionário que se formou no bordo sul da tempestade Joseph, entre as 21:00 de terça-feira e as 03:00 de quarta-feira, a oeste da costa portuguesa.

Segundo o instituto, a intrusão de ar estratosférico seco condicionou a evolução do sistema, originando correntes descendentes muito intensas, responsáveis por episódios de vento extremo à superfície. Este padrão é conhecido na comunidade científica como corrente de jato do tipo “Sting”, fenómeno identificado neste evento.

O IPMA refere ainda que estas rajadas costumam ocorrer num corredor relativamente estreito, com duração limitada, mas com elevado potencial destrutivo.

A passagem da depressão Kristin deixou um rasto de destruição em várias regiões do país, provocando pelo menos seis mortos, além de feridos e pessoas desalojadas.

Fonte: Lusa
foto: BBTV

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