Depressão Leonardo chega esta terça-feira e traz chuva intensa, vento forte e neve
Portugal continental começa esta terça-feira a ser afetado pela depressão Leonardo, um novo sistema meteorológico que irá provocar precipitação persistente, vento forte, queda de neve e agitação marítima, colocando vários distritos sob avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA.
De acordo com o IPMA, os primeiros efeitos da depressão deverão fazer-se sentir a partir do final da tarde, sobretudo nas regiões do Baixo Alentejo e do Algarve, com chuva por vezes intensa e rajadas de vento até 75 km/h no litoral, podendo atingir 95 km/h nas terras altas.
Durante quarta-feira, o sistema frontal irá estender-se gradualmente ao restante território continental, estando o período mais crítico previsto para a noite de quarta para quinta-feira, quando se esperam os valores mais elevados de precipitação acumulada e vento mais intenso.
O IPMA alerta para um risco acrescido de inundações, em especial em zonas urbanas e ribeirinhas, bem como para dificuldades na circulação rodoviária, quedas de árvores e estruturas e constrangimentos nas atividades marítimas e costeiras. A queda de neve acima dos 800 a 1.000 metros poderá igualmente provocar problemas em estradas de montanha.
A agitação marítima será outro fator de preocupação, com previsão de ondas entre cinco e seis metros de altura significativa na costa ocidental, podendo atingir até 11 metros de altura máxima, motivando a emissão de avisos meteorológicos amarelos e laranja em vários distritos do litoral.
Segundo o IPMA, após o pico de intensidade, previsto para a noite de 4 para 5 de fevereiro, o estado do tempo deverá passar a regime de aguaceiros, que poderão ser acompanhados de granizo e trovoada, mantendo-se a possibilidade de neve acima dos 1.200/1.400 metros, descendo temporariamente para cotas mais baixas.
As autoridades apelam à população para que acompanhe a evolução das previsões meteorológicas, evite deslocações não essenciais durante os períodos de maior instabilidade e siga as recomendações da Proteção Civil, sobretudo nas zonas mais vulneráveis.
Foto: Arquivo BBTV
