Município da Covilhã exige reabertura integral da Linha da Beira Baixa

Município da Covilhã exige reabertura integral da Linha da Beira Baixa

A Câmara Municipal da Covilhã aprovou por unanimidade uma moção que exige ao Governo a rápida reparação e reabertura integral da Linha da Beira Baixa, cuja circulação ferroviária está interrompida há cerca de três semanas entre Mouriscas A e Vila Velha de Ródão, devido a um deslizamento de terras entre Belver e Barca da Amieira.

Segundo a Câmara Municipal da Covilhã, esta situação “deixa o território sem ligação ferroviária até Lisboa e sem uma das vias fundamentais para as exportações nacionais”, reiterando “a importância da Linha da Beira Baixa como uma infraestrutura ferroviária estratégica para a mobilidade, coesão territorial e desenvolvimento económico da Beira Interior, que tem assegurado a ligação entre populações do interior e os principais centros urbanos do país, sendo um elemento essencial para combater o isolamento e promover a igualdade de oportunidades entre territórios”.

O documento apresentado pelo presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, alerta para as consequências da suspensão do serviço Intercidades e para a redução significativa das ligações ferroviárias dentro da região. No troço entre Covilhã e Guarda, por exemplo, o número de comboios diários passou de cerca de dez para apenas quatro, “o que compromete seriamente a possibilidade de deslocações diárias para consultas médicas, trabalho ou ensino dentro das necessidades horárias que esses compromissos implicam”.

A autarquia manifesta também preocupação pelo facto de a Linha da Beira Baixa ter ficado excluída dos investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional e recorda a importância da via para o transporte de mercadorias, essencial para o escoamento de produtos e para a atividade exportadora.

A Infraestruturas de Portugal refere que as obras estão a ser dificultadas pelo acesso ao local e admite que a normalização da linha poderá demorar cerca de seis meses, ou seja, até ao final do verão.

A moção exige a reposição urgente de uma oferta ferroviária adequada, incluindo serviços Intercidades ou equivalentes entre Guarda, Covilhã, Fundão, Castelo Branco e Lisboa, bem como a criação de um plano alternativo de mobilidade através da Linha da Beira Alta e a inclusão da Linha da Beira Baixa nos investimentos estratégicos nacionais. Por outro lado, solicita medidas mitigadoras imediatas enquanto persistir a interrupção, nomeadamente reforço de serviços ferroviários e soluções alternativas que garantam a mobilidade das populações.

O documento será enviado ao Governo, ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, à Infraestruturas de Portugal, à CP – Comboios de Portugal, bem como às autarquias e entidades da região da Beira Interior.

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