Maçã Bravo de Esmolfe ganha destaque como símbolo do interior e enfrenta desafios na produção
A Maçã Bravo de Esmolfe, reconhecida como Denominação de Origem Protegida (DOP), continua a afirmar-se como um dos produtos mais emblemáticos do interior do país, destacando-se pela sua qualidade, sabor característico e forte ligação à identidade da Beira Alta.
Muito procurada no mercado gourmet e cada vez mais associada ao turismo gastronómico e rural, esta variedade tradicional apresenta um elevado valor económico e potencial de exportação. No entanto, a sua produção tem vindo a diminuir, levantando preocupações quanto à sua continuidade.
Entre os principais desafios estão o envelhecimento dos produtores, os custos elevados de produção e a menor produtividade face a outras variedades mais intensivas. Ainda assim, especialistas e agentes do setor sublinham que a Bravo de Esmolfe representa uma oportunidade estratégica para valorizar o território e dinamizar as economias locais.
Neste contexto, deputados alertaram o Governo para a necessidade de definir medidas que incentivem a produção, apoiem os agricultores e promovam a entrada de novos produtores, sobretudo jovens.
A Maçã Bravo de Esmolfe é vista não apenas como um produto agrícola, mas como um elemento diferenciador do interior, com potencial para reforçar a coesão territorial, fixar população e preservar o património agrícola nacional.
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