Suspeito de roubo agravado e sequestro foi extraditado do Reino Unido para Portugal
Um cidadão estrangeiro suspeito da prática de crimes de roubo agravado e de sequestro foi extraditado do Reino Unido para Portugal e colocado em prisão preventiva, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a PJ, o cidadão extraditado do Reino Unido foi presente, na quarta-feira, ao Tribunal de Castelo Branco, “que determinou a condução ao Estabelecimento Prisional de Castelo Branco, onde aguardará os ulteriores termos do processo em prisão preventiva”.
O caso remonta a 2020, quando a Diretoria do Centro da PJ, na sequência de uma investigação relacionada com dois roubos registados em setembro desse ano e em novembro de 2021, que envolvia a atuação de um grupo criminoso composto, na íntegra, por cidadãos estrangeiros.
“Na concretização dos referidos crimes, estiveram envolvidos oito homens e uma mulher que, recorrendo a ações do tipo paramilitar, planearam cuidadosamente e levaram a cabo duas ações violentas na zona de Castelo Branco e de Idanha-a-Nova, com a finalidade de se apropriarem de criptomoedas, na posse de cidadãos estrangeiros, residentes em Portugal”.
No desenrolar das investigações desenvolvidas pela PJ foi extraditado, do Reino Unido para Portugal, o último elemento deste grupo, acusado de um crime de roubo agravado e de cinco crimes de sequestro.
“No ataque corrido em 2020, os autores surpreenderam cinco pessoas, que se encontravam a residir numa propriedade rural, obrigando uma delas, sob ameaça de armas de fogo, a transferir dezenas de bitcoins para várias carteiras, na altura com um valor de mercado de cerca de três milhões de euros”.
A PJ adiantou ainda que, no decurso do segundo ataque, “abordaram outras cinco pessoas, mas não conseguiram concretizar a transferência, conforme planearam”.
“Oito dos detidos foram condenados, pelo Tribunal Judicial da Comarca de Castelo Branco, a penas de prisão entre os nove anos e os três anos e onze meses, no passado dia 25 de março”, lê-se na nota.
A PJ revelou ainda que sete elementos do grupo foram intercetados e detidos em território nacional e dois no Reino Unido, um dos quais foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão efetiva após ser detido naquele país em janeiro de 2024.
Texto: Lusa
