A empresa dinamarquesa Eurowind Energy enfrenta um impasse com a Câmara Municipa

A empresa dinamarquesa Eurowind Energy enfrenta um impasse com a Câmara Municipa

A empresa dinamarquesa Eurowind Energy enfrenta um impasse com a Câmara Municipal de Castelo Branco que poderá comprometer um investimento de cerca de 1,2 mil milhões de euros em dois grandes projetos de energias renováveis no concelho.

A poucos dias do prazo de 16 de junho para assinar acordos com a REN – Redes Energéticas Nacionais, a empresa teme perder os direitos de ligação à rede elétrica conquistados há uns anos. Os projetos preveem centrais solares, torres eólicas e baterias, num total de dois parque com uma potência de ligação à rede de 250 MW cada, ocupando cerca de 860 hectares.

O principal obstáculo prende-se com a localização das infraestruturas. A autarquia, liderada por Leopoldo Rodrigues, rejeita áreas próximas da Serra da Gardunha, terrenos agrícolas e zonas junto a vias de circulação. “Os terrenos que a Eurowind sinalizou para a construção destas centrais ficariam dos dois lados da autoestrada A23 e no sopé da Serra da Gardunha”, contou ao Expresso o presidente da Câmara de Castelo Branco, frisando que “a Serra da Gardunha é um santuário”. Já a Eurowind afirma ter reformulado os planos e aguarda há meses orientações sobre alternativas viáveis.

Apesar das divergências, um estudo de opinião encomendado pela empresa que consultou 616 pessoas mostra que mais de metade dos inquiridos apoia projetos solares e eólicos na sua área de residência, embora persistam preocupações com o impacto ambiental, visual e a ocupação de terrenos.

A Eurowind prevê concluir os projetos até 2030 e promete investir 2,5 milhões de euros em “benefícios diretos para a sociedade civil, ainda antes da construção, através de iniciativas nas áreas da saúde e educação”, além de criar uma comunidade de energia para reduzir os custos energéticos de milhares de famílias do concelho.

A empresa afirma estar preparada para avançar com a etapa inicial do processo de licenciamento ambiental, através da apresentação da Proposta de Definição de Âmbito (PDA) à Agência Portuguesa do Ambiente. Este procedimento permite recolher contributos e orientações para a elaboração de Estudos de Impacte Ambiental mais completos e rigorosos, aumentando as probabilidades de aprovação dos projetos pela APA.

Fonte: Expresso

VER NO FACEBOOK