A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou esta quinta-feira, 11 de junho, para o agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas que poderão atingir os 40 graus Celsius em várias regiões do país, aumentando significativamente o perigo de incêndio rural.
Segundo previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o território continental será afetado por uma combinação de tempo quente e seco, humidade relativa do ar inferior a 30% na maior parte do país, fraca recuperação noturna da humidade e vento forte nas terras altas, com rajadas que poderão alcançar os 70 quilómetros por hora.
De acordo com o comunicado enviado pela Proteção Civil às redações, estas condições colocam a generalidade do território em níveis de perigo de incêndio rural classificados entre Muito Elevado e Máximo, com especial incidência nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve. As autoridades alertam que este cenário favorece não só a ocorrência de incêndios, mas também a sua rápida propagação e o aumento da dificuldade das operações de combate às chamas.
Face à situação, a ANEPC recorda que se encontram em vigor diversas restrições legais. Está proibida a realização de queimadas extensivas e, nos dias classificados com perigo Muito Elevado ou Máximo, é igualmente proibida a queima de amontoados. Nesses períodos, também não é permitido utilizar fogo para confeção de alimentos em espaço rural, exceto fora das zonas críticas e em locais devidamente autorizados.
As restrições abrangem ainda a fumigação ou desinfestação em apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas, bem como a utilização de motorroçadoras, corta-matos e destroçadores. As autoridades aconselham ainda a evitar o uso de grades de discos.
Além dos riscos de incêndio, as elevadas temperaturas representam uma ameaça para a saúde pública. A Proteção Civil recomenda o aumento da ingestão de água, a aplicação regular de protetor solar com fator superior a 30 a cada duas horas, o uso de chapéu, roupa leve e clara, a adoção de refeições frescas e leves.
A ANEPC apela ainda a uma atenção redobrada às populações mais vulneráveis, nomeadamente crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.
