As sessões promovidas pela empresa Lightsource BP sobre o projeto da central sol

As sessões promovidas pela empresa Lightsource BP sobre o projeto da central sol

As sessões promovidas pela empresa Lightsource BP sobre o projeto da central solar Sophia, nos concelhos do Fundão e de Penamacor, geraram maior preocupação entre a população e motivaram novas manifestações, segundo a plataforma que reúne o Movimento Cívico Gardunha Sul, a Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, a Quercus- Núcleo de Castelo Branco, a PRIP – Prout Research Institute Portugal – Cova da Beira Converge e os movimentos Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta e Cidadãos pela Beira Baixa.

As associações acusam a empresa de conduzir um processo “pouco democrático”, alegando divulgação tardia das sessões, limitação do número de participantes e ausência de tradução para residentes estrangeiros. Os movimentos consideram ainda que os encontros não trouxeram respostas concretas sobre os impactos ambientais, sociais e económicos do projeto, classificando-os como uma “operação de marketing”.

Em resposta, a Lightsource BP afirma que as sessões fazem parte de um processo contínuo de diálogo com as comunidades locais, sendo complementadas por “diferentes canais de participação, que continuam disponíveis, incluindo um endereço de e-mail dedicado ([email protected]), um formulário de recolha de contributos (Parque Solar Sophia) e um contacto de WhatsApp (911911884)”. A empresa refere que disponibilizou 165 vagas, das quais participaram cerca de 120 pessoas, garantindo que todos os interessados puderam assistir, mesmo sem inscrição prévia.

Esclarece ainda que as sessões, “decorreram na sua maioria em horário pós-laboral para facilitar a participação dos cidadãos”. Além disso, “todas as sessões foram conduzidas integralmente em português, língua oficial do país e habitualmente utilizada nos processos de participação pública e de relacionamento institucional”.

Para além dos cidadãos, a empresa também tem mantido contacto regular com autarquias, representantes de diversos setores, instituições de ensino, organizações sociais e outras entidades da região. “Nesta fase de reformulação do projeto, o objetivo é ouvir, recolher contributos e esclarecer dúvidas, e não apresentar uma versão final do projeto”, remata.

O projeto Sophia está atualmente em reformulação, depois de a Agência Portuguesa do Ambiente não ter emitido parecer favorável à Avaliação de Impacte Ambiental. A empresa espera apresentar uma nova proposta até ao final de 2026. Entretanto, os movimentos cívicos defendem uma maior transparência e participação pública nas decisões que poderão afetar o futuro do território.

Fonte: Lusa
Imagem ilustrativa

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