Num comunicado enviado às redações, os Cidadãos pela Beira Baixa (CPBB) apelaram este domingo à participação na consulta pública do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER), que termina na próxima quarta-feira, 15 de julho, alertando para os impactos que o plano poderá ter no território, na paisagem e nas comunidades da região.
Em comunicado, o movimento reafirma que defende “uma transição energética justa, equilibrada e construída com os territórios, e não imposta sobre eles”, considerando que a expansão das energias renováveis “não pode ser feita à custa da saúde pública, da soberania alimentar, da economia rural, da paisagem e da coesão social”.
Os CPBB destacam ainda a “ampla mobilização” registada nas últimas semanas, envolvendo autarquias, associações, organizações ambientais, entidades científicas, movimentos cívicos e milhares de cidadãos, que manifestaram preocupações quanto ao conteúdo do PSZAER.
“O território não é um espaço vazio — é um bem comum”, sublinha o movimento, alertando para o risco de a Beira Baixa ser transformada “numa plataforma industrial de produção energética”, com a instalação de grandes centrais solares e linhas de muito alta tensão em áreas agrícolas e florestais.
Os CPBB apelam a autarquias, instituições, associações e cidadãos para que participem na consulta pública, defendendo um planeamento energético “verdadeiramente sustentável, equilibrado e respeitador das comunidades”.
“Acelerar, sim — destruir, não. A energia do futuro deve iluminar a Beira Baixa, não apagá-la”, conclui o comunicado.
O formulário está disponível no Portal Participa:https://participa.pt/pt/consulta/programa-setorial-das-zonas-de-aceleracao-da-implantacao-de-energias-renovaveis-pszaer.
“A energia do futuro deve iluminar a Beira Baixa, não apagá-la. Portugal merece
uma transição energética que proteja o território, valorize as pessoas e garanta um
futuro saudável e sustentável para as próximas gerações.”
