Todos têm direito à liberdade e à segurança".

Todos têm direito à liberdade e à segurança".

É um Princípio Geral consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Há algum tempo a esta parte, há cerca de cinco semanas, que não se sente essa liberdade e segurança, na Urbanização das Nogueiras, inserida na Freguesia do Teixoso, no Município da Covilhã.

Este é um relato anónimo que chegou, esta quinta-feira, dia 20 de Agosto, à Beira Baixa TV. Uma denúncia individual, que acredita ser a voz de tantas outras.

“No dia 12 de Agosto, registaram-se desacatos e ameaças de morte, ameaças proferidas por um indivíduo de etnia cigana. A comunidade e os moradores chamaram a Guarda Nacional Republicana que chegou a realizar buscas em viaturas, mas sem sucesso.

No dia seguinte, dia 13, o mesmo indivíduo, continuou com as ameaças e a GNR foi, novamente, chamada ao local. Foi detido um indivíduo, não cigano, por desrespeitar as autoridades.

Andamos nisto há cinco semanas: não deixam dormir ninguém, é barulho até `às tantas da manhã` e desacatos, partem tudo, inclusive.

Fazemos denúncias para a Câmara (Habitação Social) e muitas vezes, ficam sem resposta, ou então dizem: “têm que ter calma, os prazos estão feitos, eles vão sair”…pois é, mas quem lida com estas situações, vinte e quatro horas por dia, somos nós, pessoas que trabalham, que se levantam cedo, pessoas que, inclusive, tomam medicação para descansar, e sem efeito. Isto está pior que o Faroeste, um filme de Hollywood.

No dia 19 de Agosto, houve dois tiros no bairro, não se sabe quem foi, mas etnia cigana foi, de certeza, pois toda gente fugiu para casa e eles saíram à rua, a rir da situação. Foi chamada a GNR ao local, vieram duas patrulhas e as pessoas de etnia cigana despistaram os agentes, dizendo que os tiros tinham sido fora daqui, mas não, foram mesmo no bairro. A GNR foi ao local indicado por eles (umas quintas nas traseiras do bairro) e, vindo do nada, começou arder a casa de uma cigana…isto não foi coincidência, foi um despiste para as autoridades esquecerem a situação dos tiros e armas, pois até a intervenção veio, e já nada poderiam fazer devido à situação do fogo habitacional.

No dia 20 de Agosto, alguém ouviu os ciganos, na cidade da Covilhã, falarem que cada um tinha quatro armas, para não terem medo, que era atravessar as carrinhas, fecharem o bairro e que, se algum morador, não cigano, abrisse a boca, era: `rebentar logo os miolos`.

Tudo isto foi comunicado à Câmara e às autoridades. Foi dito, pela GNR, que já tomaram as devidas diligências e que até Castelo Branco já teria sido avisado.

No dia 20 de Agosto, as técnicas da Câmara vieram ao bairro e tiveram que ser escoltadas pela GNR, por medo. Isto é um inferno autêntico, alguém tem que fazer alguma coisa, rapidamente, antes que haja uma desgraça maior. Falamos mesmo em mortes, pois uma pessoa já avisou para sairmos do bairro, até ao final do mês, porque vão haver muitas mortes. Está tudo aterrorizado, ajudem-nos por favor.”

Perante esta denúncia e tratando-se de um bairro de habitação municipal, A Beira Baixa TV contactou a Câmara Municipal da Covilhã que, via e-mail, enviou a seguinte resposta:

“Relativamente à questão colocada, o Município da Covilhã informa que faz um acompanhamento permanente e de forte proximidade nos bairros de habitação municipal, implementando programas, projetos e soluções de integração social destinados aos seus moradores.

No caso concreto do Bairro das Nogueiras estão também a ser realizadas reuniões mensais com serviços municipais, entidades de intervenção social e autoridades, designadamente Junta de Freguesia, Segurança Social Distrital, Ministério Público, GNR, Beira Serra, CPCJ, Agrupamento de Escolas, Entidades da Saúde e os Serviços Municipais de Ação Social e Educação.

Mais se informa que o Município mantém estreita colaboração com as autoridades no sentido de garantir a melhor segurança de todos”.

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