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Não tem de haver uma escolha entre energia solar nos telhados e parques solares. Da mesma forma que não há uma escolha entre ruas, estradas nacionais e autoestradas. Cada estrada tem as suas regras e os seu objetivos. Assim, ambas as soluções de produção de eletricidade desempenham papéis diferentes e complementares no sistema elétrico de Portugal e na transição energética. Os portugueses precisam de ruas, estradas nacionais e autoestradas para se poderem deslocar pelo país, e também precisam de projetos renováveis de tamanhos e tecnologias complementares para satisfazer as suas necessidades de
consumo.
� Os painéis instalados nos telhados de habitações, empresas ou instituições permitem aproveitar superfícies já construídas para produzir eletricidade perto de onde é consumida. Esta forma de produção de energia denomina-se de autoconsumo, e ajuda a satisfazer apenas uma parte das necessidades desses
edifícios ou, através de modelos de autoconsumo coletivo, partilhar a energia que não é consumida (excedentes) por vários participantes ou membros desse autoconsumo coletivo.
⚡ Por sua vez, os projetos solares de maior escala, normalmente instalados no solo, permitem produzir e disponibilizar a eletricidade à rede necessária para complementar as restantes necessidades das populações, empresas, e da economia geral do país. Estes projetos contribuem para aumentar a
produção renovável disponível no sistema elétrico e acompanhar a evolução cada vez mais crescente e rápida das necessidades de eletricidade na mobilidade elétrica (p.e. carros elétricos), assim como na mudança das tecnologias que têm como base a utilização de combustíveis fósseis para soluções mais sustentáveis.
� São soluções aparentemente diferentes, mas não incompatíveis e são necessárias. Cada uma tem condições próprias e responde a necessidades distintas. Numa instalação num telhado, contam fatores como o espaço disponível, a exposição solar e o perfil de consumo. Num projeto de maior dimensão, são
avaliadas a capacidade de ligação à rede, as características do terreno e as condicionantes ambientais e territoriais.
� Uma transição energética equilibrada pode beneficiar do contributo de ambas as soluções, conjugando a produção próxima dos locais de consumo com a produção de eletricidade em maior escala e de resposta rápida às necessidades crescentes.
A produção solar centralizada e descentralizada fazem parte da estratégia energética nacional e podem desempenhar papéis complementares. Conheça as orientações definidas no Plano Nacional de Energia e Clima 2030, disponível no site da Agência Portuguesa do Ambiente:
� https://apambiente.pt/clima/plano-nacional-de-energia-e-clima-pnec
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