A Naturtejo, entidade administradora do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO

A Naturtejo, entidade administradora do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO

A Naturtejo, entidade administradora do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO, emitiu parecer desfavorável à aceitação da Central Solar Fotovoltaica de Sophia, nas condições atualmente apresentadas, no âmbito do processo de Avaliação de Impacte Ambiental.

Embora reconheça a importância da transição energética e benefícios associados à produção de energia renovável, a Naturtejo considera que “não está suficientemente demonstrada acompatibilidade do projeto com os valores paisagísticos, naturais, geológicos e socio económicos do território”.

Para o Geopark “a reformulação do projeto trouxe melhorias significativas, nomeadamente, a redução da potência instalada, da área vedada e da superfície ocupada por painéis solares. Ainda assim, permanecem preocupações relacionadas com a dimensão da área ocupada, a transformação da paisagem, os efeitos sobre as atividades económicas e turísticas e os impactes cumulativos resultantes da concentração de projetos energéticos na região”.

A Naturtejo defende “uma avaliação territorial integrada que tenha em conta a capacidade de acolhimento do território e salvaguarde a paisagem, a geodiversidade, a biodiversidade, os solos, a atividade agrícola, o turismo e a qualidade de vida das populações”.

O parecer propõe ainda “a definição de uma estratégia territorial mais sustentável para o desenvolvimento de projetos fotovoltaicos, privilegiando, sempre que possível, soluções descentralizadas e a utilização de superfícies construídas ou áreas já artificializadas.

A Naturtejo manifesta disponibilidade para continuar a colaborar com a Agência Portuguesa do Ambiente, os Municípios, as restantes entidades e o promotor, na procura de soluções que permitam conciliar a transição energética com a conservação do património e o desenvolvimento sustentável das comunidades.”

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