A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda cuidados redobrados na observação do ec

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda cuidados redobrados na observação do ec

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda cuidados redobrados na observação do eclipse total do Sol, que será visível em Portugal no dia 12 de agosto. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode provocar lesões graves na visão.

A DGS recorda que a única maneira segura de observar um eclipse solar é utilizar óculos especializados que respeitem a norma internacional ISO 12312-2 e tenham a marcação CE. Óculos de sol comuns, mesmo que escuros ou polarizados, não oferecem proteção suficiente.

A autoridade de saúde alerta ainda para os riscos de observar o Sol através de smartphones, câmaras, telescópios ou binóculos sem filtros solares adequados. Também não devem ser utilizadas radiografias, vidros escuros, lentes ou outros materiais improvisados como filtros.

Os óculos próprios devem ser colocados antes de olhar para o Sol e só retirados depois de desviar o olhar. A DGS alerta particularmente para a proteção das crianças, que não devem olhar diretamente para o Sol, mesmo utilizando óculos para eclipse.

Visão distorcida ou turva, com manchas/pontos negros, alteração da perceção das cores, diminuição ou perda súbita de visão e dor ocular intensa são sinais de alerta. Perante estes sintomas, a DGS recomenda contactar o SNS 24, através do 808 24 24 24.

O eclipse total ocorre quando a Lua se coloca entre a Terra e o Sol, ocultando completamente o disco solar. O fenómeno será visível em todo o território continental português, mas apenas numa pequena faixa do nordeste do país será possível observar a totalidade, com 100% do Sol encoberto. Em Castelo Branco, a ocultação será de cerca de 97%.

Em Portugal, o fenómeno terá início às 18h33, com a fase de totalidade prevista para cerca das 19h30, terminando o eclipse às 20h23. A totalidade durará apenas cerca de 26 segundos.

O fenómeno será particularmente raro: o último eclipse total do Sol observado no país aconteceu em 1912, estando o próximo previsto apenas para 2144.

Durante a totalidade, o céu poderá escurecer e a temperatura baixar temporariamente, proporcionando um dos fenómenos astronómicos mais raros observáveis a partir de Portugal.

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