A residência de Castel Gandolfo recebeu, na manhã de terça-feira

A residência de Castel Gandolfo recebeu, na manhã de terça-feira

A residência de Castel Gandolfo recebeu, na manhã de terça-feira, um encontro entre executivos da Ferrari e o Papa Leão XIV. O destaque da visita foi o Luce, o primeiro modelo totalmente elétrico da marca italiana, revelou a empresa na sua página oficial.

Durante a reunião, o presidente da Ferrari, John Elkann, apresentou ao pontífice as principais características do automóvel, um modelo de cinco lugares concebido para atrair famílias. Com um preço estimado em cerca de 550 mil euros, as primeiras entregas estão previstas para outubro de 2026.

Sentado ao volante, o Papa ouviu as explicações do piloto de testes Raffaele De Simone sobre os comandos do veículo. “Ao interruptor vermelho chamamos-lhe ‘manettino’, porque vem da experiência da Fórmula 1, onde o piloto pode alterar as definições”, explicou.

No final da visita, John Elkann ofereceu ao Papa um volante do modelo e descreveu o encontro como “um momento de extraordinário valor humano e simbólico, que inspira todas as pessoas da nossa empresa a continuarem o seu percurso com paixão, responsabilidade e confiança no futuro. Uma ocasião que ficará para sempre nas nossas memórias”.

Apesar do simbolismo do encontro, o Luce tem gerado forte contestação nas redes sociais. Muitos admiradores da Ferrari consideram que a aposta num motor elétrico silencioso e numa configuração de cinco lugares representa “a morte da alma” da identidade histórica da Ferrari.

Grande parte das críticas centra-se ainda na colaboração com Jony Ive. Os detratores acusam o antigo designer da Apple de transformar um ícone da engenharia italiana num “gadget sobre rodas”, apontando ao design minimalista a falta da agressividade e emoção tradicionalmente associadas à marca.

Fonte e foto: Ferrari

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