Mesmo às portas da Estação Ferroviária do Fundão, ainda se esconde, mesmo com a nova esplanada, um letreiro gasto pelo sol que anuncia aquilo que a população local conhece de cor, pelos seus petiscos e pelas histórias que ali perduram.
A Tasca da Estação, embora seja um espaço pequeno, modesto, tem muito para contar e para saborear sem pressas. Desde os meados dos anos 50, acompanhou os principais acontecimentos da então vila do Fundão e da região, até às conversas banais dos dias de hoje. Viu passar muitas pessoas e na sua mobília pousar muitas malas, das pessoas que iam de comboio até à Covilhã, Castelo Branco, ou mesmo à capital.
Desde as suas icónicas sandes de bacalhau, até aos tradicionais copos de vinho da adega cooperativa do Fundão, não se trata apenas de mais um espaço, mas sim da história de um local e de um balcão cheio de histórias por desvendar.— e que, apesar das mudanças na cidade, resiste como um dos mais emblemáticos pontos de encontro. É um pedaço do Fundão que não se apaga e que inclusive já serviu de inspiração para um tema musical de um artista do Jerónimo e os Cro Magnon.
Hoje é um dos ex-libris da cidade Fundanense e que mesmo adaptando-se aos novos tempos e aos visitantes que a procuram, o tempo ainda parece parar e passar de uma outra maneira.
