Agricultores manifestaram-se em Castelo Branco contra a Ministra e contra a burocratização
Os agricultores estão a realizar protestos em todas as regiões do país, contra “o excesso de burocratização, atrasos nos pagamentos dos fundos comunitários, nomeadamente do Programa de Desenvolvimento Rural (no âmbito do Portugal 2020) que deveria estar concluído a 31 de dezembro, mas apenas 77 % do envelope financeiro foi até agora executado; a integração das DRAP nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e não haver um secretário de Estado da Agricultura”.
Uma manifestação convocada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) que congrega cerca de cinquenta organizações de toda a região Centro em protesto contra a extinção das Direções Regionais de Agricultura (DRA) e sua integração nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
O presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Costa, diz que “não é possível transformar o diretor regional numa espécie de moço de recados para levar os assuntos para Coimbra. O trabalho da agricultura faz-se no campo, por isso os diretores regionais são o rosto da descentralização”.
Salientou ainda que há neste momento uma lacuna no Ministério da Agricultura e defendeu que este organismo “tem que ter um secretário de Estado da Agricultura que é a entidade ou a pessoa que percebe dos assuntos, em termos técnicos, para poder implementar as medidas de política”.
Adiantou que as ajudas para a seca “não chegaram ao território” e disse ainda que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) é “uma oportunidade perdida até agora” para a agricultura.
Já sobre o Plano Estratégico da PAC (PEPAC), sublinhou que a maior parte das medidas que apresentaram “não foram contempladas naquilo que a ministra da Agricultura considera ser o PEPAC para a nação. Não é o PEPAC de Portugal, mas é da autoria da ministra e vai ter que ser alterado”, concluiu.




