Aproveitar a vida!

Aproveitar a vida!

A vida é muito curta para não ser aproveitada e, longa demais para passar “despercebida”

Por isso mesmo, eu nunca fui de pouco! Porque a vida é para ser vivida, como uma aventura, e com o foco no aproveitar de cada momento dela! A vida é uma sucessão de momentos. E viver cada um deles como se fosse o último, tem que ser um objetivo!

Para mim tudo mudou num minuto e se até aí eu já procurava não perder oportunidades! Decidi, então, nunca mais perder um minuto, aproveitando cada segundo.

Claro que as circunstâncias vão mudando, mas o importante é irmo-nos adaptando e não perder as ditas oportunidades…. Nem nos entregarmos às adversidades!.. Há sempre muito para aproveitar, assim estejamos abertos a novas experiências! Sempre foi esse o meu lema! Há uma parafernália de frases feitas que poderei elencar, porque o importante é “aproveitar cada momento, pois nunca sabemos quando será o último.” …por isso, não contemos os momentos, façamos cada um deles contar…

Lamento que muitas pessoas se entreguem às doenças e aos problemas que ’carregam’, sejam físicos, sejam psicológicos e não aproveitem o facto de andarem por cá!

Pois eu não quero desperdiçar um momento só que seja. E não é o facto de coxear um pouco e ter o meu braço direito inutilizado, por perfeita negligência médica, dizia, não é isso que me abala. Poderia o braço não ter melhorado, mesmo se lhe tivesse sido dada a devida atenção… não sei! Muitos recuperaram… a mim vai restar-me sempre esta dúvida! E nunca esquecerei o facto de me terem dado a escolher entre recuperar o andar ou o braço! Achei ridículo, mas há quem considere normal! Disseram-me uma vez, numa das muitas reuniões em que participo sobre o AVC que era uma pergunta retórica! É este sentimento de aceitação que eu NÃO aceito! Recuso-me a aceitar! Pois se eu estou numa instituição para recuperar, no caso o Hospital de Castelo Branco, é para recuperar na totalidade, o máximo de todos os problemas que apresento. Já lá vão oito anos e a revolta persiste. O braço não recuperou! E sim, hoje caminho, consigo andar! E isto porque o caminhar dependia do meu esforço, do meu trabalho da minha entrega. O braço não, dependia de ter sido trabalhado por quem sabe, pelos técnicos!

Por aqui se comprova que não é, de facto, uma pergunta retórica! É uma pergunta para sacudir a água do capote! É uma pergunta que pretende passar a responsabilidade para o doente que com a patalogia que apresentava, no momento, estava revoltado, perdido, sem capacidade de exigir, sem capacidade de reclamar, sem capacidade de questionar!

Custa, Claro que sim!! Mas, não desisto e não deixo de me queixar!

Cristina Mota Saraiva
Agosto 2023

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