Assembleia Municipal de Castelo Branco exige reforço do hospital e rejeita “utentes de segunda” no Interior
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou uma moção que exige ao Governo o reforço da contratação de médicos especialistas e a manutenção das valências no hospital local, rejeitando qualquer tratamento discriminatório dos cidadãos do Interior no acesso à saúde.
A moção, apresentada pela bancada do PS e aprovada com 42 votos a favor e três abstenções (Chega), manifesta apoio institucional à Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, que integra o Hospital Amato Lusitano, reconhecendo a sua importância estratégica no Serviço Nacional de Saúde.
No documento, os deputados defendem o reforço de recursos humanos, técnicos e financeiros e exigem ao Governo de Portugal e ao Ministério da Saúde um compromisso claro e calendarizado para fortalecer o hospital. Rejeitam ainda qualquer medida que implique desclassificação, redução ou encerramento de serviços, apelando ao respeito pela equidade territorial.
A moção será enviada ao primeiro-ministro, à ministra da Saúde, à ACSS, aos grupos parlamentares da Assembleia da República, à CIM Beira Baixa e à ULS de Castelo Branco, entre outras entidades.
Na mesma sessão, foi também aprovada uma moção da Iniciativa Liberal para reduzir a fatura energética municipal com painéis solares em parques de estacionamento. Os deputados aprovaram ainda várias moções do PS: uma, por unanimidade, defende critérios de coesão territorial na fixação anual de vagas no ensino superior; outra exige a instalação definitiva do Tribunal Central Administrativo do Centro em Castelo Branco e a construção do IC31 em perfil de autoestrada e sem portagens; e uma terceira manifesta preocupação com a eventual redução da distribuição de jornais no Interior, pedindo medidas urgentes e diálogo entre Governo, distribuidores, editores e autarquias.
