A Câmara Municipal da Covilhã leva a efeito a representação de um Auto de Reis, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, com a participação dos Ranchos Folclóricos do Refúgio, Boidobra, Associação Grande Roda, Grupo de Teatro ASTA e Conservatório Regional de Música da Covilhã, este sábado, dia 9 de janeiro, pelas 21H00.
O Município pretende recriar uma tradição secular interrompida durante o período da Primeira República e que constituiu um dos maiores símbolos natalícios.
Trata-se de um espetáculo dramático e musical onde abundam as mais belas quadras natalícias do Cancioneiro Geral.
Desde a idade média que se representam Autos do Natal e de Reis, na Europa.
Em 1223, S. Francisco de Assis celebrou um acordo com um fidalgo Italiano para a representação de um Auto de Natal.
Três Séculos depois, o arcebispo de Braga, D. Luis Pires, proibiu o cântico de chanchiletas e os jogos do coro, na noite de Natal, mas incentivou a realização de Autos que ganharam especial fulgor com Gil Vicente.
Nos anos 30 de século passado foram vários os etnógrafos que recolheram e transcreveram os textos dos Autos realizados no Portugal mais profundo.
O Município da Covilhã vai, assim, recriar uma tradição intemporal.
