AVISO À POPULAÇÃO

AVISO À POPULAÇÃO

Chuva e vento
De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da
Atmosfera (IPMA), prevê-se para as próximas 48 horas um agravamento das condições
meteorológicas (chuva, vento e agitação marítima), salientando-se o seguinte:

Amanhã (sábado), 7 de janeiro:
− Precipitação, por vezes forte e persistente, no litoral a norte do Cabo Mondego,
sendo o período mais crítico entre as 3H00 e as 12H00, com acumulados entre 50 a 70
mm/12h, em especial no Minho, e entre 30 a 50 mm/12h no Douro Litoral, passando
a regime de aguaceiros a partir da tarde nas regiões Norte e Centro (até 30-40
mm/12h).
Possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da serra da Estrela.

Domingo, 8 de janeiro:
− Precipitação, por vezes forte e persistente, no litoral a norte do Cabo Mondego,
sendo o período mais crítico entre as 9H00 e as 15H00 com acumulados entre 50 a 70
mm/12h, em especial no Minho e no distrito de Vila Real, e entre 30 a 50 mm/12h,
em particular no Douro Litoral, passando a regime de aguaceiros a partir da tarde
nas regiões Norte e Centro, com acumulados até 30 a 50 mm/12h;

− Vento de sudoeste forte (até 50 km/h) na faixa costeira ocidental e nas terras altas,
com rajadas até 80km/h, em especial no litoral Norte, rodando gradualmente para
oeste a partir da tarde.

− Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste com 5 a 6m
(podendo atingir 11m de altura máxima) a partir da tarde de sábado até ao final do
dia de domingo, 8 de janeiro.

EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
− Ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas
pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;

− Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água,
rios e ribeiras;

− Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,
derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados
pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por
artificialização do solo;

− Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de
estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento
forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na
via pública;

− Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomenda à população
a tomada das necessárias medidas de prevenção, nomeadamente:
− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada
de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre
escoamento das águas;

− Não se expor às zonas afetadas pelas cheias;

− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes,
placards e outras estruturas suspensas;

− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas,
estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de
vento mais forte;

− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais
vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e
permanência nestes locais;

− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado
com a possível formação de lençóis de água nas vias;

− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou
viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva,
desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de
veículos muito próximos da orla marítima;

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