PRECIPITAÇÃO: MEDIDAS PREVENTIVAS
1. SITUAÇÃO
Situação Meteorológica:
No seguimento do contacto realizado hoje com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada prevê-se para as próximas 48 horas:
Hoje:
Humidade relativa do ar baixa no Interior, em especial nos locais onde não ocorra precipitação.
Precipitação por vezes forte a afetar todo o território, progredindo de sudoeste (manhã) para nordeste (tarde), sendo acompanhada de trovoada mais provável no Interior no período da tarde.
Prevêem-se acumulados que podem atingir 10 a 20mm/1h, em especial nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e Faro (mais provável no barlavento) no período da tarde e noite, com acumulados que podem atingir 20 a 40mm/12 horas, mas que podem ocorrer numa hora, no
Interior da região Norte e Centro (próximo da fronteira).
Não será de excluir a ocorrência de fenómenos extremos de vento, que a acontecer serão muito localizados (e associados a precipitação).
Vento moderado a predominar do quadrante sul, por vezes forte (até 40 km/h) nas terras altas, com rajadas até 70km/h, em especial durante a tarde.
Amanhã (dia 18)
Precipitação por vezes forte e acompanhada de trovoada, em especial a partir da tarde, prevendo-se acumulados da ordem de 20 a 40mm/12h (mas que podem ocorrer numa hora) nas regiões Centro e Sul, em especial nas regiões montanhosas do Centro.
Não será de excluir a ocorrência de fenómenos extremos de vento, que a acontecer serão muito localizados.
Intensificação do vento, com rajadas até 75km/h nas regiões Centro e Sul, em especial na região Sul, sendo até 85km/h nas terras altas, durante a tarde e noite.
Informação hidrológica
Possibilidade de inundações em locais historicamente vulneráveis.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água;
Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
Danos em estruturas montadas ou suspensas;
Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANEPC relembra que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de auto proteção para estas situações, nomeadamente:
Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
