Being Gathering volta em julho para cinco dias de “reconexão coletiva” em Idanha

Being Gathering volta em julho para cinco dias de “reconexão coletiva” em Idanha

Being Gathering volta em julho para cinco dias de “reconexão coletiva” em Idanha-a-Nova

O festival Being Gathering regressa a Idanha-a-Nova de 01 a 05 de julho, com mais de 180 horas de programação dedicadas à memória, sustentabilidade e transformação coletiva, visando a “reconexão coletiva”, anunciou a organização.

Na Herdade da Granja, onde habitualmente decorre o festival Boom, em Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, a quarta edição do Being Ghatering mantém a limitação de entrada a cinco mil pessoas, reservando o caráter mais intimista do evento dedicado ao bem-estar, saúde holística e ligação à natureza.

O festival, que se realiza a cada dois anos, tem em 2026 como tema “Remembering our ancestry” (em português, “Recordar as nossas origens”), apelando à reflexão sobre identidade, memória e pertença, para fomentar “a reconexão coletiva”.

Segundo a organização, a intenção é fazer os participantes “reconectarem-se com as camadas mais profundas do ser humano, da comunidade e da relação com a natureza”.

“Num tempo de desconexão, o festival propõe lembrar quem somos, de onde vimos e o que nos liga”.

Para isso, a programação integra 102 facilitadores e artistas, 35 fisioterapeutas e uma programação com quase 200 horas.

As atividades decorrem diariamente entre as 9:00 e a meia-noite, num “diálogo contínuo entre arte, natureza e ancestralidade”.

Musicalmente, Being Gathering destaca a atuação de Curawaka, projeto inspirado em tradições indígenas e espiritualidade contemporânea, El Búho, que funde música eletrónica e sonoridades orgânicas, ou Liquid Soul, referência do ‘psytrance’ internacional.

Uma das atrações desta edição é “Woven Voices”, de Lex Empress, “uma instalação participativa onde palavras e testemunhos individuais são transformados numa peça coletiva de memória partilhada”.

A arte ao ar livre também marca a paisagem da Herdade da Granja, com instalações de Daniel Popper, Michael Benisty, Pablo Luna, do coletivo português Rhetorica Studio e uma obra interativa da Global Illumination.

Em Idanha-a-Nova, o festival contempla ainda atividades na área do yoga, movimento holístico e consciência corporal, ‘ecstatic dance’, dança ritual, transformação emocional, consciência e relações humanas, do desbloqueio emocional e memória ancestral, agricultura regenerativa ou preservação cultural.

Segundo a organização, Being Gathering mantém a sustentabilidade como prioridade, apresentando este ano novidades como urinóis femininos ecológicos, ginásio com vista para o lago ou espaços de massagens e ‘sound healing’.

Este ano, é ainda reforçada a aposta em experiências familiares e intergeracionais com a criação de ateliês de circo, cerâmica e pintura para crianças e adolescentes.

Texto: Lusa
Fotos: Being Gathering





VER NO FACEBOOK