Bombeiros aguardam 1 milhão de euros

Bombeiros aguardam 1 milhão de euros

Dívida da ULS está a prejudicar as Corporaçãoes
A Assembleia Geral da Federação dos Bombeiros do Distrito de Castelo Branco, que teve lugar no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, no dia 24 de maio, deliberou, por unanimidade, solicitar uma reunião, “com caráter de urgência”, ao conselho de administração da ULS-Castelo Branco, para tratar das “dívidas crónicas” aos Bombeiros do distrito.

As Associações dos Bombeiros sublinham a “insustentabilidade da situação” com atraso no pagamento dos serviços que prontamente realizam, “e que, nalguns casos atinge mais de 180 dias de mora de pagamento, totalizando cerca de 1 milhão de euros”.

Depois de no final do ano de 2022, “se ter verificado uma regularização parcial das dívidas, nos últimos meses temos observado um acúmulo significativo de faturas pendentes referentes aos serviços prestados pelos Bombeiros à ULS”.

A falta de pagamento por parte da ULS “tem colocado as Associações de Bombeiros numa situação financeira insustentável. As despesas operacionais, como o pagamento de salários, a manutenção de ambulâncias, formação dos bombeiros e compra de equipamentos adequados, são cruciais para garantir a qualidade e a prontidão dos serviços de transporte de doentes”.

As Associações de Bombeiros desempenham um papel fundamental no sistema de Saúde, “garantindo o acesso atempado e seguro aos cuidados de Saúde”.

Mas advertem, que “o atual panorama financeiro está a comprometer a capacidade das Associações de Bombeiros de cumprirem com os seus compromissos e manterem os seus serviços a funcionar de forma eficiente”.

A Federação de Bombeiros convocou uma “reunião de emergência” com a ULS para encontrar “uma solução rápida e justa para resolver esta situação”, e que tem lugar, na ULS, esta segunda-feira, dia 12 de junho, pelas 11H00.

Para os Bombeiros “é fundamental que sejam estabelecidos mecanismos de pagamento adequados e transparentes, que garantam que as Associações de Bombeiros recebam o pagamento pelos serviços prestados, de forma atempada”.

As Associações de Bombeiros “estão abertas ao diálogo construtivo” e esperam que “a ULS demonstre a mesma disposição para resolver este problema urgentemente”.

Mas avisam, desde já, que “para que o diálogo seja construtivo, deve ser substanciado por um plano de pagamentos das dívidas com a respetiva calendarização, e identificação dos termos de colaboração futura, entre todas as entidades envolvidas, que possa ser constantemente monitorizado.

Doutra forma, não renunciaremos a outras formas de atuação que queremos evitar, mas às quais não nos podemos furtar se a tal formos obrigados”, termina a nota divulgada e que também foi enviada à Liga de Bombeiros, ao Secretário de Estado da Saúde e ao Ministro da Saúde.

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