Câmara da Covilhã assina protocolo para integração de reclusos em serviços municipais
A Câmara Municipal da Covilhã assinou esta segunda-feira um protocolo com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) para integrar reclusos em regime aberto no desempenho de funções operacionais ao serviço do município.
O acordo, que entra em vigor de forma imediata, prevê o recrutamento de detidos com competências em áreas como carpintaria, calcetaria ou mecânica. “Não há forma mais digna e prática de reinserir alguém do que através do trabalho”, afirmou o presidente da autarquia, Vítor Pereira, durante a cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Segundo o autarca, já foram identificados reclusos que reúnem os requisitos necessários para integrarem os serviços municipais, numa parceria que, à semelhança de outras implementadas noutras zonas do país, tem demonstrado ser um modelo de sucesso.
“Estamos a dar uma segunda oportunidade a pessoas que estão a pagar a sua dívida à sociedade — e, em muitos casos, a primeira verdadeira oportunidade nas suas vidas”, frisou Vítor Pereira.
Por seu lado, o diretor-geral da DGRSP, Orlando Carvalho, destacou que a iniciativa se destina a reclusos em Regime Aberto para o Exterior e tem como objetivo “criar competências, reforçar o vínculo com a comunidade e facilitar a reintegração no mercado de trabalho após o cumprimento da pena”.
Além dos benefícios práticos, o responsável salientou o impacto positivo ao nível da autoestima e da valorização pessoal: “É importante que estas pessoas possam prover a si próprias em termos económicos e sentir reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.”
A seleção dos participantes segue critérios rigorosos, garantiu Orlando Carvalho, assegurando que apenas são incluídos reclusos que demonstraram vontade clara de seguir um percurso de reintegração.
Nos casos em que os reclusos sejam contratados por empresas privadas, recebem o equivalente ao Salário Mínimo Nacional. Quando integram entidades públicas, como é o caso da autarquia da Covilhã, beneficiam de uma bolsa do Instituto do Emprego e Formação Profissional, nas mesmas condições aplicadas aos restantes cidadãos.
Fonte: Lusa
Foto: Arquivo BBTV
