
Querido Deus,
Hoje escrevo-te para te perguntar se conheces a minha cidade, Castelo Branco.
De certo que deves conhecer pois parece-me que de vez em quando passas por cá e deixas uns sinais.
Somos uma parte do que tu cumpriste, quando, no princípio, Tu disseste: “Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies”.
Somos aquela grande cidade pequena, no interior de um grande país pequeno, à beira mar plantado, onde as pessoas que andam de carro buzinam, não em situações de perigo eminente, mas para levantar a mão ao amigo que caminha no passeio.
Somos aquela cidade antiga, rodeada de natureza, que é uma das nossas maiores riquezas… prados verdejantes, beleza natural.
Mas sabes, querido Deus, preocupa-me uma coisa… tenho medo que deixemos de ser a cidade dessas coisas giras. Temos o terceiro planeta a contar do sol (foi a minha professora Ermelinda que me ensinou) que é o mais bonito do sistema solar e tenho medo que o estejamos a destruir com tantos carros ou poluição, com tanto mau trato ao que é natural.
O que me aconselhas?
Com estima,
Teatro Tramédia.
P.S. vou continuar a invadir umas passadeiras com a esperança de que as mentalidades mudem.