Castelo Branco

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Hospital pretende “humanizar” o final da vida
A Liga dos Amigos do Hospital Amato Lusitano, em colaboração com a Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos e o Serviço de Medicina Interna do Hospital Amato Lusitano, pretendem melhorar a coordenação e a prestação de cuidados aos doentes, em que apesar de toda a terapêutica, intervenções e cuidados, não existem expetativas de melhoria do seu estado de saúde, prestando o máximo conforto e qualidade assistencial.

Um grupo de sete profissionais (duas médicas, três enfermeiros, uma assistente social e uma psicóloga) com sete voluntários (um sacerdote, duas assistentes sociais e quatro voluntárias do HAL) deslocaram-se à Unidade de Cuidados Paliativos (UCP) de San Camilo, do Centro de Humanização da Saúde, em Três Cantos, em Madrid.
Este grupo de trabalho multidisciplinar, através da visita e curso presencial ministrado pelo Dr. Pablo Sastre, responsável da Unidade, e pela Dra. Magdalena Cegarra, médica a exercer na
UCP, contactaram com uma nova visão de prestação de cuidados de saúde, onde adquirem importância os critérios de excelência do cuidado como a ternura, a amabilidade, a compreensão, a generosidade, a sensibilidade, a compaixão, o compromisso, o humor, a proximidade, a humildade,… ao doente e seus familiares ou a carga emocional manifestada, assumindo a pessoa doente a centralidade, em vez do mero diagnóstico médico ou o número
da cama, com melhoria e humanização evidente dos cuidados prestados, em situações tãocomplexas do ponto de vista técnico e humano.

Esta equipa observou dinâmicas de trabalho em que as decisões são tomadas em equipa multidisciplinar e por consensos clínicos. Todos os profissionais e voluntários da Unidade de Cuidados Paliativos de San Camilo têm formação em comunicação de más
notícias e processo de luto, entre muitos outros assuntos.
Afirmam que mudaram a forma de ver os tratamentos clínicos, em que quando já não “têm nada para oferecer”, ou seja,quando os doentes deixam de ser subsidiários de medidas agressivas, procuram oferecer cuidados que têm como objetivo, o máximo bem estar da pessoa doente.

Verificaram também a atenção que é dada à disponibilização de espaços físicos, dentro da Unidade de Cuidados Paliativos, em que existe a possibilidade de acompanhamento do doente, sem limite de tempo, nem de pessoas, garantindo intimidade familiar para além da possibilidade de assistência religiosa sempre que houver essa necessidade.
Num mundo globalizado, online, de relações cada vez mais superficiais e virtuais, é necessário redescobrir a importância do encontro pessoal através das quatro palavras-sentimentos: obrigado, desculpa, amo-te e adeus.

“Projeto Voluntariado Domiciliário”
A Liga dos Amigos do Hospital Amato Lusitano em colaboração com a Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos, pretende avançar, com a humanização da prestação de cuidados de saúde, através do acompanhamento de pessoas, em fim de vida, melhorando a comunicação com o doente e seus familiares, cooperando, ativamente, no processo da prestação de cuidados, fomentando a qualidade assistencial revertendo, para uma gestão mais eficaz dos recursos, maior bem estar dos utentes do Sistema Nacional de Saúde e dos seus profissionais de saúde.

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