Castelo Branco

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“Um Hospital em extinção?”
O Secretariado Regional do Sindicato Independente dos Médicos (SIM/Centro) acaba de tornar pública esta pergunta “Um Hospital em extinção?”, depois de visitar o Hospital Amato Lusitano, de , no dia 30 de setembro, mas começa por deixar uma “palavra de apreço e apoio aos médicos deste hospital, por continuarem a manter viva esta instituição fundamental à vida dos nossos concidadãos”, pode ler-se no comunicado daquele sindicato.

Diz o SIM/Centro que “o Hospital Amato Lusitano, instituição antiga do nosso SNS, não se pode dizer que, de forma geral, tenha instalações ou equipamentos maus, ou insuficientes. Nalguns casos estão até desaproveitados, como é o caso do equipamento de Litotrícia, que também por falta de médicos, não tem melhor e mais frequente
uso”.

E acrescenta no que respeita às instalações hospitalares, “pese embora o facto de serem necessárias obras de renovação do Bloco Operatório e do Serviço de Urgência, não são essas as maiores carências.
O Hospital possui, inclusive, uma Unidade de Ambulatório, completamente nova, e com excelentes condições”.

Para o Secretariado Regional do SIM/Centro “a grande, enorme carência do Hospital prende-se com a falta grave de pessoal médico”.

Depois elenca os exemplos:
“Obstetrícia – 1 médico do quadro, com idade avançada, os restantes são prestadores externos;

Cardiologia – 1 médica no quadro do Hospital;

Urologia – 2 médicos do quadro, dos quais1 em pré-reforma;

Otorrinolaringologia – 2 médicos do quadro;

Cirurgia – Quadro médico muito insuficiente, com necessidade de recurso permanente a prestadores externos; Apesar do recurso a prestadores externos, necessidade de os cirurgiões do Hospital fazerem 2 turnos de 24 horas por semana (turnos de 24 horas são ilegais); Apesar da sobrecarga de trabalho, no Serviço de Urgência, pelos cirurgiões do Hospital e do recurso a prestadores, nem assim as escalas cirúrgicas cumprem os critérios mínimos indispensável para o funcionamento seguro da Urgência. Com frequência ficam escalados à noite 1 ou 2 cirurgiões. Basta pensar que para qualquer cirurgia são necessários pelo menos 2 cirurgiões;

Ortopedia – Necessidade permanente de recurso a prestadores externos;

Anestesia – Necessidade de recurso permanente a prestadores externos;

Pediatria – Número insuficiente de pediatras para assegurar as diversas valências do Serviço (Consulta Externa, Internamento, Neonatologia);

Imunohemoterapia – Sem médico, ao arrepio do disposto no DL 185/2015, funcionando, portanto, de forma ilegal e não assegurando os critérios mínimos para qualquer atividade transfusional.
Como é evidente, não estando assegurado o regular funcionamento do serviço de imunohemoterapia e, logo, da transfusão, toda a atividade médico-cirúrgica que necessite de transfusão, deverá ser suspensa, para segurança do doente;

Serviço de Urgência – Com recurso extremo a prestadores externos, sendo que com frequência, as escalas são compostas quase em exclusivo por prestadores externos em regime de trabalho não subordinado a tarefa”.

Em o Sindicato conclui que “as carências encontradas no Hospital Amato Lusitano são graves e lesivas do interesse da população servida pela ULS-, com riscos inaceitáveis, decorrentes da falta grande de médicos.

Mais um triste retrato do estado a que os poderes públicos foram votando o SNS”.

Questionada a Direção Clínica do Hospital sobre o teor destas afirmações, aguarda-se que a médica Eugénia André esclareça a situação.

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