Esteva como indicador do aquecimento global
Um estudo desenvolvido por docentes e investigadores do IPCB indica que a esteva, como espécie-modelo de resistência ao calor e seca, tem a sua área diminuída drasticamente nos próximos 50 anos, devido às alterações climáticas, particularmente no pior cenário, sem mitigação.
O trabalho foi o resultado de um ano de trabalho da equipa do projeto CULTIVAR, constituída pelos docentes Maria Margarida Ribeiro e Paulo Fernandez, e investigadores Miguel Ferreira, Alice Almeida e Natália Roque, do Instituto Politécnico de , e pelo colaborador Celestino Quintela-Sabarís, da Universidade de Vigo.
O artigo “Big data help to define climate change challenges for the typical Mediterranean species Cistus ladanifer L” foi publicado na revista científica internacional Frontiers of Ecology ad Evolution.
Devido às alterações climáticas, a região do Mediterrâneo sofrerá no futuro de forma mais intensa, por comparação com outras regiões do mundo.
A esteva, espécie bem-adaptada à seca e às altas temperaturas do verão, foi estudada para desvendar as adaptações futuras e passadas às mudanças climáticas na sua área de distribuição.
A resposta da espécie às mudanças climáticas no passado foi estudada para entender as possíveis alterações da sua distribuição no futuro.
Para isso foram combinados dados e projeções climáticas de diferentes épocas junto com dados genéticos, registo fóssil e dados de distribuição atual da esteva.
Esta região mais propensa à desertificação, no futuro, tende para a desertificação e fragmentação das espécies, mesmo as mais resistentes, e este estudo pode alertar os legisladores a considerar medidas e programas de conservação da biodiversidade para mitigar o impacto das mudanças climáticas.
