“Genealogia de Póvoa de Rio de Moinhos”
A Cooperativa Pinacoteca e a Associação Raia Gerações, organizaram uma palestra, no dia 20 de agosto, em Póvoa de Rio de Moinhos, na “Casa da Cultura”, subordinada ao tema “Genealogia de Póvoa de Rio de Moinhos – As Nossa Origens”, sendo oradores convidados os investigadores e genealogistas Vítor Carvalho e Horácio Jorge.
Na Mesa estiveram os oradores, a presidente da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde, Ana Sofia Pereira, o presidente da Cooperativa Pinacoteca, José de Castilho e o presidente da Associação Raia Gerações, Carlos Gomes.
Atualmente Vítor Carvalho, Horácio Jorge e Lourval Silva têm na sua base de dados cerca de 250 mil nomes registados, neste trabalho que teve o seu início em 2004, também houve a contribuição de António Pereira, Manuel Pires, José Prata e Luís Duque-Vieira.
Antes do Concílio de Trento (1545-1563), os registos genealógicos estavam vincados apenas às famílias reais e nobreza, mais tarde com o Concílio de Trento – A Contra-Reforma, os registos paroquiais (batismos, casamentos e óbitos) passaram a destacar todas as pessoas do universo da Igreja de Roma.
No início os Registos Paroquiais eram mistos, isto é, encontravam-se todos no mesmo livro, apenas eram registados os Batismos e Casamentos.
Em 1614 com o Papa Paulo V acrescentou-se o registo dos Óbitos, mas a partir de 1701 os Registos Paroquiais foram separados em 3 livros.
A aldeia da Póvoa de Rio de Moinhos tem Registos Paroquiais, desde 1560, estando no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Arquivo Distrital de , Registo Civil e Igrejas Católicas.
Infelizmente há vários registos ilegíveis e livros em mau estado, situação que se deve às intempéries, insetos, roedores, folhas rasgadas, tinta repassada, borrões de tinta, a tinta ser de cor sépia, a caligrafia…
Todas as pessoas têm 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós…Em 11 gerações cada pessoa tem 4.086 antepassados.
Durante a palestra foram mostrados vários registos paroquiais dos séculos XVI. XVII, XVIII, XIX e XX.
Falou-se da situação dos Batismos, na qual existiram filhos de pais incógnitos, pai incógnito e mãe incógnita. Os filhos de pai ou mãe incógnita eram designados de filhos naturais, já os filhos de pais incógnitos (pai e mãe) eram designados por enjeitados ou expostos.
Nos Casamentos, em relação à Póvoa de Rio de Moinhos, a maioria dos nubentes eram pessoas da mesma aldeia, havendo exeções em que pessoas da aldeia se casavam com pessoas das aldeias vizinhas ou outras localidades.
Em relacção aos Óbitos havia uma enorme mortalidade infantil.
Houve também muita mortalidade, devido à falta de higiene, má nutrição, epidemias e guerras… na Póvoa de Rio de Moinhos há registo de 117 mortes, devido à Guerra da Sucessão Espanhola, havendo também um grau elevado de mortandade no século XX devido à I Guerra Mundial e Pneumónica.
Os Testamentos eram feitos de forma espiritual e material, mas apenas por pessoas de elevadas posses económicas.
Durante a palestra foram referidos vários apelidos da Póvoa de Rio de Moinhos: Amaro, Tavares, Lardosa, André, Antunes, Ascensão, Barata, Brás, Carvalho, Damião, Esteves, Folgado, Franco, Freire, Gil, Goulão, Jerónimo, Maria, Martinho, Mateus, Nave, Mendonça, Opinião, Pereira, Prata, Roberto, Saraiva…
