Construção do IC31 é irreversível, diz Ministra da Coesão Territorial
Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial, disse na passada sexta-feira que a construção do IC31, ligação entre a A23 e a fronteira de Termas de Monfortinho, é irreversível, seja qual for o Governo que fique após as eleições de Março.
A Ministra falava em onde presidiu à assinatura e assistiu à apresentação das adendas aos contratos de financiamento pelo PRR das Ligações Transfronteiriças, que decorreu na sede da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).
As cinco adendas aos contratos de financiamento assinadas incluem as ligações Bragança-Puebla de Sanabria (Espanha), Vinhais-Bragança (Estrada Nacional 103), Itinerário Complementar 31 (entre e Monfortinho), ponte internacional sobre o rio Sever (entre Montalvão e Cedillo) e ponte internacional sobre o rio Guadiana (entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana).
A governante sublinhou que fazer o IC31 em perfil de autoestrada “demora tempo”.
“O tempo maior é sempre nos projetos. A partir do momento em que os projetos de execução estão feitos, a partir do momento em que todas as questões ambientais estão resolvidas e que haja a escolha do empreiteiro, todos sabemos que as estradas são sempre obras rápidas de fazer”, disse.
Questionada sobre as conversações com o governo do reino de Espanha sobre este projeto, Ana Abrunhosa explicou que aquilo que pedem é rapidez na execução da ligação.
“O que nos pedem é pressa porque da parte deles [Espanha], a disponibilidade e a pressa são iguais à nossa, senão mais“, frisou.
A ministra realçou também que as questões ambientais são o ponto mais sensível que estes projetos têm.
“Não é só no IC31. Para termos fundos da União Europeia temos de cumprir a legislação ambiental. E, em territórios sensíveis, às vezes basta haver uma espécie de uma árvore ou de um animal e temos de fazer um estudo, um levantamento”, sintetizou.



