Castelo Branco

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Beyond Borders – Diário de Bordo

A viagem de pai e filho continua uma autêntica aventura com desfios inesperados, como explicam os dois albicastrenses:

“A nossa jornada, já na Finlândia, teve um arranque inesperado quando fomos confundidos com sem-abrigo por um funcionário público. Uma vez esclarecido o engano, lançamo-nos à estrada em direção a Rovaniemi, marcando 600 quilómetros até cruzarmos o círculo polar ártico. A aldeia do Pai Natal, apesar de estar fechada, e a caça à aurora boreal, que nos presenteou com um espetáculo magnífico apesar dos percalços na neve, foram pontos altos que engrandeceram o início desta contínua aventura.
À medida que nos dirigíamos para Oslo, fazendo uma pausa em Umeå, a adversidade do clima testou a nossa determinação, mas também nos proporcionou experiências memoráveis. Passando por Sveg, onde a aparente desolação cedeu lugar a uma acolhedora surpresa, cada etapa acrescentava mais uma camada à riqueza da nossa viagem.
Na Noruega, um encontro surpresa com uma rena quase resultou em acidente, mas transformou-se numa oportunidade única de interação com a vida selvagem, um dos muitos momentos inesperados que pontuaram a nossa jornada.
Em Oslo, uma cena cómica com pássaros a disputar comida acrescentou leveza ao nosso percurso, enquanto a noite em Porsgrunn, apesar de começar com contratempos de alojamento, terminou com uma agradável surpresa, reforçando a ideia de que cada desafio trazia consigo uma recompensa.
Seguindo para Kristiansand e depois atravessando para a Dinamarca, a mudança na paisagem e no clima marcou mais uma etapa da nossa viagem, mas não um fim. Cada experiência, cada encontro e cada paisagem não foram apenas partes de uma viagem, mas sim capítulos de uma aventura contínua que segue viva na nossa memória, alimentando a promessa de mais histórias e descobertas. Assim, a nossa aventura, longe de terminar, continua a ecoar com a expectativa do que ainda está por vir.
A jornada incompleta que nos levou através de 20 países, cobrindo quase 10000km de estradas, montanhas, vales e cidades, estávamos a apenas dois dias de completar o ciclo de volta a Portugal quando o inesperado aconteceu:
a África Twin foi roubada na véspera da partida.
Este incidente abrupto em Chatenay-Malabry forçou-nos a uma pausa não planeada, mantendo-nos na expectativa durante quatro dias, à espera de notícias que pudessem reverter este súbito revés.
A adrenalina e a liberdade que sentimos ao percorrer diferentes nações, enfrentar desafios climáticos, e descobrir culturas tão diversas, de repente deram lugar a um sentimento de vulnerabilidade e frustração. Cada dia de espera é um misto de esperança e desânimo, um teste à nossa resiliência
Um sonho de criança que se tornou um objetivo na adolescência, e agora na fase adulta é retirado juntamente com todos os acessórios e equipamentos de alto investimento que demorou muitos e muitos anos a obter é retirado da noite para o dia.”





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