Castelo Branco

Castelo Branco

Intempérie não trava “bravos” do TT
Gustavo Gaudêncio foi o mais rápido das motos no prólogo
Rodrigo Alves impôs-se entre os quad
Ricardo Lourenço bate Nelson Caxias por 0,1 s nos SSV

A Baja TT Escuderia já arrancou e a muita chuva que se tem feito sentir não impediu que os concorrentes das motos, dos quad e dos SSV se lançassem para a pista para o prólogo que definiu a 1ª classificação para os 3 dias de prova.

Nas motos, Gustavo Gaudêncio, em Honda CRF 250RX, foi o mais forte e deixou o campeão nacional em título, Martim Ventura, na 2ª posição, a 7,3 segundos.

Nos quads, a diferença de andamento entre os 2 primeiros foi menor e Rodrigo Alves, que venceu o prólogo, bateu Tomás Paulo, 2º classificado, por 0,7 segundos.

Por fim, Ricardo Lourenço e Nelson Caxias, 1º e 2º nos SSV, partiram para o setor seletivo deste sábado, separados por um décimo de segundo.

A tempestade Martinho pode já ter passado, mas a meteorologia continua sem dar tréguas e foi com bastante chuva e pisos muito enlameados que os concorrentes de moto, quad e SSV arrancaram para os primeiros quilómetros de competição na Baja TT Escuderia .

As mais de 100 formações que se inscreveram na 2ª ronda do campeonato nacional de todo-o-terreno tiveram, por isso, um dia curto, mas exigente na pista definida pela organização albicastrense.

Ao longo de quase uma dezena de quilómetros, Gustavo Gaudêncio não precisou de calçar as botas de borracha para “navegar” mais depressa nos terrenos cheios de água. O piloto da Honda precisou de apenas 5m25,0s para cumprir a distância e mostrar ao campeão nacional em título, Martim Ventura, que neste exercício “sprint” estava mais competitivo.
O rival da Husqvarna perdeu 7,3 segundos para Gaudêncio e fechou o dia no 2º lugar com a mínima vantagem para João Duarte. Também em Honda, o piloto com a moto número 22 ficou a 7,4 segundos de Gaudêncio e a 0,1 segundos do lugar intermédio do pódio.

“O prólogo correu bem. O lugar não é muito importante, mas é sempre bom ganhar o prólogo. Amanhã (sábado), a corrida começa a sério. Vai ser uma prova dura. Vai ser massacraste. Devemos ter muita água, o piso escorregadio e no domingo as condições também não devem ser melhores, tenho quase a certeza”, afirmou Gustavo Gaudêncio após este 1º embate.

Nas contas reservadas aos participantes de quads, Rodrigo Alves chegou a na 3ª posição do campeonato, mas entrou em prova com vontade de lutar pelo triunfo, apesar da apreensão provocada pela difíceis condições climatéricas.
“Tinha as expectativas um bocadinho estranhas por causa do tempo, mas o prólogo correu-me bem. Entrei um pouco a medo mas logo após os primeiros quilómetros percebi que, apesar da água, estava a agarrar muito bem, tinha tração. Amanhã (sábado), temos de fazer uma boa gestão da moto por causa da água no terreno, mas vou entrar com o objetivo de obter a melhor pontuação possível”, explicou Rodrigo Alves.

Tomás Paulo, com um Yamaha YFZ 450R igual ao do piloto mais rápido, cedeu apenas 0,7 segundos e os 2 conseguiram ganhar tempo considerável ao restante pelotão. Luís Fernandes, que fez 3º, ficou a 12 segundos de Alves.

A categoria mais renhida no prólogo foi mesmo a dos SSV. Ao cabo de quase 10km, o “top-ten” está separado por apenas 5,5 segundos.
Ricardo Lourenço e Manuel Santos, em Can Am Maverick C3, registaram uma marca de 5m35,4s.
Nelson Caxias e André Lopes, também em Can Am, ficaram a 0,1 segundos dos mais rápidos, enquanto João Dias e Mário Ourives, em Polaris, foram os terceiros melhores, a 1,6 segundos dos vencedores do prólogo.
“O percurso estava um pouco escorregadio, mas é igual para todos. Gostei do que vi, gostei da pista, foi muito divertida. Amanhã (sábado), vamos entrar com a mesma toada e espero que corra de igual forma ou melhor”, disse o vencedor do prólogo nos SSV.

Durante o dia de sábado, os participantes de moto, quad e SSV cumpriram o 1º setor seletivo, percorrendo quase 190km contra o cronómetro.



VER NO FACEBOOK