O futuro da habitação no Interior
O Observatório ‘Que futuro para a habitação no Interior’ promoveu o debate, a reflexão e a troca de ideias entre os principais agentes do setor público e privado, das áreas financeira e imobiliária, lançando pistas concretas para políticas que promovam mais equidade territorial e melhores condições de vida no Interior.
Organizada pela Century 21 Diamond e Century 21 Portugal, com o apoio do Município de , a iniciativa realizou-se, no dia 15 de abril, no CineTeatro Avenida, e contou com a presença de representantes de Municípios da Beira Baixa, da secretária de Estado da Habitação e entidades nacionais com responsabilidade
direta no planeamento e desenvolvimento territorial.
A secretária de Estado da Habitação, Patrícia Costa, afirmou que “a vida no Interior do País é mais tranquila, com mais qualidade e segurança”. Porém, os territórios do Interior suscitam “desafios mais complexos”, com uma dimensão que revela maior preocupação.
Perante uma crise grave, intra e intergeracional de dificuldade no acesso à habitação, “a habitação pública pode dar um reforço naquilo que são as casas disponíveis”.
De acordo com os dados anunciados pela governante, no âmbito do PRR, no distrito de , “foram executados 54 projetos que equivalem a 253 fogos e um volume de investimento total de 19 milhões de euros”.
Relativamente à habitação acessível, no distrito registou-se um investimento de mais de 24 milhões de euros. O concelho de representou 78% do investimento, materializando-se em 12 projetos e 159 fogos.
Em relação à Bolsa Nacional de Alojamento Temporário, que visa dar resposta às pessoas que carecem de soluções de alojamento de emergência (por exemplo, vítimas de violência doméstica ou deslocados), o distrito albicastrense contou com um investimento de 229 milhões de euros para 28 projetos, que resultaram em 390 unidades de alojamento, tendo o concelho do Fundão liderado este investimento.
Leopoldo Rodrigues sobre a criação de condições para as pessoas se fixarem, adiantou que “dos projetos previstos para 149 fogos, está em construção o 1º lote com 15 habitações” e “estamos a criar emprego para
as famílias se manterem cá”, através da atração de novas empresas.
Nos últimos anos, têm-se fixado em muitos estrangeiros, provenientes, sobretudo, do Brasil, da Ásia e da Europa Central.
No decorrer do ano letivo 2023-2024, nos Agrupamentos de Escolas foram matriculados mais de 500 novos alunos, maioritariamente estrangeiros. Além disso, várias escolas nas aldeias que estavam destinadas ao
encerramento, aumentaram as turmas e foi necessário construir novas salas de aula.
De acordo com os autarcas, o aumento da imigração tem tido um impacto significativo na dinâmica demográfica de todo o distrito e, por isso, é necessário saber criar as condições necessárias para contribuir para a permanência das pessoas, como habitação, infraestruturas, trabalho e serviços.
