“Vi este cenário terrível, aterrador, fica um indivíduo desolado” – Manuel Luís, 84 anos
É do alto da auto-grua que Adriano Morgado, funcionário da empresa Caralbi li- Estruturas Metálicas procedia, na passada quinta-feira, ao abate das árvores que ainda ofereciam perigo e à remoção daquelas que a tempestade Kristin tombou.
Foi este equipamento que, na quarta-feira, retirou a árvore centenária que caiu sobre a casa de Manuel Luís, de 86 anos de idade.
“Vi este cenário terrível, aterrador, fica um indivíduo desolado”.
Manuel Luís faz a comparação com um cenário de guerra, ele, que combateu numa: “A guerra onde estive foi bem mais suave do que esta, embora mais perigosa, mas mais suave”.
O tronco e as ramagens da árvore centenária caíram sobre o telhado daquela que é a sua casa, há mais de quarenta anos: “as telhas estão partidas, o beirão está todo partido, agora é preciso arranjar”.
Embora tenha sido sobre o seu teto, a queda desta árvore centenária trouxe alívio a este proprietário: “sinto-me aliviado, porque estava sempre com esta árvore na cabeça, sempre que havia tempestades, ficava sempre alerta”.
Tanto assim é que, naquela madrugada, da passagem da Depressão Kristin, Manuel Luís, foi dormir para o outro quarto, já que o seu fica em frente ao local onde esta árvore, até ontem, se encontrava.
O muro, mesmo em frente à casa de Manuel Luís que, depois do passeio, fazia a separação das árvores terá, na sua opinião, suavizado a queda.
Após as chamadas telefónicas, Manuel Luís ficou surpreendido com a prontidão na resposta: “nunca imaginei que ontem (quarta-feira), ainda me tirassem a árvore de cima de casa; as entidades, tanto a Câmara Municipal, como a Proteção Civil, cinco estrelas”.
Sobre a reconstrução da cidade, Manuel Luís também não tem dúvidas que será feita.
