Rotatividade Redundância, Balanceamento e Vigilância
Os meios de combate aos incêndios florestais vão ser reforçados a partir de ontem, dia 15 de maio, com a pandemia como grande desafio.
A Diretiva Operacional Nacional estabelece que o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para este ano, entre 15 e 31 de maio, tenha um reforço de meios que se situa no nível II, o 1º aumento adicional do ano.
Neste período, estão 8.402 operacionais que integram as 1.945 equipas e 1.968 viaturas e 37 meios aéreos.
Entre os meios, cerca de 3.105 elementos pertencem aos voluntários, 228 da Força Especial de Bombeiros e 2.200 da GNR, em que se inclui os guardas florestais, além dos quase 3.000 sapadores florestais.
No âmbito do DECIR está já em funcionamento, desde 7 de maio, a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 77 postos para prevenir e detetar incêndios.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, afirmou, no Parlamento, que o DECIR tem o desafio de garantir o combate aos incêndios a proteção da floresta e proteger os operacionais que possam contrair Covid-19.
O Governo já anunciou que estão previstas “4 grandes medidas” para mitigar “o eventual impacto da redução de operacionais” que possam ficar infetados com covid-19 durante os meses de combate a incêndios, que tem a ver com a rotatividade do dispositivo, utilização de forças de redundância, balanceamento (equilíbrio) de meios entre distritos e reforço da vigilância em áreas crítica.
Para fazer face a esta situação, o Governo aprovou apoios para as corporações que se encontram em situação de debilidade financeira e, para fazer face às necessidades de tesouraria, nomeadamente para assegurar o pagamento de salários aos bombeiros assalariados e demais trabalhadores.
Também esta semana o Governo aprovou a circular financeira, que prevê que os bombeiros voluntários que integram o combate aos incêndios sejam aumentados este ano em quatro euros por dia, passando a receber 54 euros.
A circular financeira, documento anual que regula a comparticipação do Estado das despesas resultantes das intervenções dos corpos de bombeiros no âmbito dos dispositivos da ANEPC, contempla ainda um aumento de 10% no valor da comparticipação com alimentação.
Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados em 01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor de 11.825 operacionais, 2.746 equipas, 2.654 veículos e 60 meios aéreos.
Os meios são este ano reforçados em 3% face a 2019, nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais, e o dispositivo aéreo é contratado para quatro anos.
