Jerónimo Leitão pede que sejam encontradas soluções para o SNS
No âmbito das Comemorações dos 153 anos da Elevação da a Cidade, o médico, agora aposentado, Jerónimo Leitão, foi um dos homenageados com a Medalha de Mérito Municipal, categoria prata.
Na cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, sexta-feira, 20 de outubro, deixou palavras de agradecimento à autarquia e a duas grandes equipas com quem trabalhou e pronunciou-se sobre as dificuldades que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) atravessa.
“Portugal chegou a ser dos Países com pior índice de saúde da Europa desenvolvida. Alguns anos depois, após criar um SNS, passou a integrar um dos quatro melhores países do mundo e, nomeadamente, dos melhores da Europa. É por isso, que com pena, vejo que de há um ano para cá, este sistema está a cair como um castelo de cartas”, comparou o clínico, apelando que sejam “criadas soluções, não aquelas que estão a ser seguidas, mas as que podem ser encontradas”.
O homenageado ainda salientou que “o SNS é o que tem mais médicos por 100 mil habitantes. Não se entende este estrangulamento. Penso que uma das minhas convicções é que a clínica privada vive do SNS. Não vive por si. E daí pedir que se avalie o que se está a passar”.
Formado em medicina e cirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Jerónimo leitão escolheu a região para exercer a sua carreira profissional. Iniciou funções no Hospital distrital de Castelo Branco, Hospital do Fundão, da e Centro Hospitalar da Cova da Beira.
Mais tarde tira a especialidade de clínica geral e medicina familiar, tendo depois iniciado funções no Centro de Saúde da , onde passou pelos graus de clínico geral, assistente graduado, consultor e chefe de serviço. Foi diretor do Centro de Saúde da e assessor médico de duas presidentes da ARS de Castelo Branco entre muitos outros cargos educativos e políticos.
