União de Freguesias questiona o local da USF Estrela
A Unidade de Saúde Familiar Estrela, criada em 2020, visa aproximar os cidadãos aos cuidados de saúde, fomentando a prevenção da doença, através da prestação de cuidados médicos, sendo objetivo alcançar mais de 10 mil utentes, a grande maioria da União das Freguesias de e Canhoso.
Presentemente funciona nas instalações do Centro de Saúde da , sem as condições necessárias e dignas à prestação de cuidados de excelência.
A Câmara Municipal da arrendou à ANIL, por um período de 25 anos, o edifício onde funcionou o SMAS/Cantina Social, com uma renda mensal de cerca de 5.000 euros.
Foi ainda aprovada, pelo executivo camarário, após a realização de 3 concursos públicos, a adjudicação de obras de reabilitação do edifício por um valor superior a 800 mil euros e que, com trabalhos a mais (como é normal acontecer), facilmente poderá chegar a 1 milhão de euros.
E o presidente da União de Freguesias e Canhoso, Carlos Martins, questiona “fazendo as contas, entre rendas e obras de reabilitação, não seria mais vantajoso a construção de um novo edifico?
Estranhamos, pois, que a Câmara Municipal não tenha optado por um dos muitos edifícios que tem, ou até pela construção de raiz num terreno próprio.
Foi ainda divulgado que o referido edifício servirá para acolher a USF Estrela e o Centro de Atividade, mas, diz-se também que albergará uma empresa privada, na área da saúde, ocupando esta o rés do chão, o que a ser verdade, lamentamos”.
O autarca interroga ainda.
“Qual a lógica de o referido rés do chão não ser para a USF, sendo que muitas das pessoas que irão usufruir deste serviço têm mobilidade reduzida?
Poderão dizer que existem elevadores, mas e quando os mesmo avariarem (como acontece muitas vezes na nossa cidade), como será feito o transporte de pessoas em macas, cadeira de rodas, etc…
Dar nota que a União das Freguesias de e Canhoso nunca foi consultada em todo este processo, o que lamentamos.
Mais uma vez se toma uma decisão sem ouvir aqueles que estão mais próximos da população e poderiam aportar ideias e sugestões que fossem ao encontro das reais necessidades.
Finalmente, reiteramos a nossa posição questionando: com este investimento (de cerca de 2 milhões e meio de euros, entre obras e 25 anos de rendas) não poderia a Câmara Municipal contruir um edifício de raiz?
Não estará ainda a tempo de travar este processo e construir um edifício que vá de encontro às necessidades dos utentes e com um custo mais baixo?
Se a Câmara Municipal assim entender, estamos disponíveis para, já na próxima segunda-feira, fazer uma visita conjunta a vários locais onde a referida USF poderia ser edificada”.
