Covilhã

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Plano de Emergência Externo do Hospital
No âmbito das comemorações dos 150 anos dos Bombeiros Voluntários da , decorreu no dia 17 de maio, um simulacro de acidente rodoviário multivítimas, evocando um trágico episódio ocorrido na serra da Estrela em 1987, quando um autocarro de passageiros se despistou e caiu numa ravina, resultando em várias vítimas mortais e múltiplos feridos.

Este exercício, promovido pelo Comando Sub-Regional de Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, em articulação com os Bombeiros Voluntários da , a Câmara Municipal da e o Serviço Municipal de Proteção Civil, mobilizou uma vasta rede de entidades e agentes da região.

A ULS da Cova da Beira participou ativamente neste importante exercício, tendo acionado o Plano de Emergência Externo do Hospital Pêro da , instrumento fulcral de resposta a situações de catástrofe, acidente grave ou calamidade.
Este plano visa garantir uma organização célere, eficaz e estruturada da resposta hospitalar, assegurando que todos os intervenientes atuem de forma coordenada e segundo procedimentos, de qualidade e segurança, previamente definidos.

O simulacro teve como principal objetivo testar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil da e o Plano de Emergência Externo do Hospital, numa lógica de articulação interinstitucional e operacional.

O cenário de simulação levado a cabo em ambiente hospitalar, envolveu 22 vítimas politraumatizadas, das quais 15 em estado grave, que resultaram em 6 cirurgias de emergência, 3 internamentos em cuidados intensivos (UCI), 3 internamentos em enfermaria, 2 evacuações por via aérea e 1 vítima mortal.

A resposta do Hospital mostrou-se rápida e eficaz: equipas da urgência foram reforçadas com profissionais de ortopedia, cirurgia, medicina interna, enfermagem, técnicos auxiliares de saúde, psicólogos e assistentes sociais. Também em modo “não real” foi cancelada a atividade cirúrgica programada, bem como os circuitos Via Verde AVC e Trauma, assegurando plena disponibilidade para o acolhimento dos feridos simulados.

A gestão dos recursos humanos, materiais e logísticos, conduzida pelo Gabinete de Crise revelou-se adequada, com mobilização ponderada e imediata de camas, equipamentos, reservas de sangue e medicamentos. Paralelamente, a avaliação interna permitiu testar com rigor a comunicação entre as equipas, a organização dos circuitos de emergência, bem como a eficácia dos processos e procedimentos hospitalares, perante cenários de excecional complexidade.

O presidente do Conselho de Administração da ULS da Cova da Beira, João Pedro Gomes, sublinhou a relevância deste exercício como “uma oportunidade ímpar para treinar e testar as nossas equipas numa situação extraordinária, que ultrapassa os processos rotineiros, mas que exige, por isso mesmo, um nível elevado de preparação, coordenação e capacidade de resposta”.
Enfatizou ainda “a importância deste simulacro nos permitir identificar pontos de melhoria, com vista à constante elevação dos padrões de qualidade e segurança no atendimento aos utentes”.





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